quarta-feira, janeiro 20, 2010

Anotações de "O Jesus que eu nunca conheci"

Philip Yancey
"Tentou Jesus na parte boa do ser humano, sem o mal (...): usar uma coroa, mas não uma cruz (a tentação a que Jesus resistiu, muitos de nós, seus discípulos, ainda a desejamos)" - p. 74

"Começando com a tentação, Jesus mostrou relutância em torcer as regras da Terra" - p. 75

"Mas não houve livramento, nem milagre, nem alívio, nem um caminho sem dor. Para Jesus salvar os outros, bastante simples, não poderia salvar-se a si mesmo" - p. 76

"A bondade não pode ser imposta externamente, do alto para baixo; tem de crescer internamente, de baixo para cima" - p. 79

"Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado" - p.81

"A restrição de Deus cria oportunidade para os que se opõem a Deus" - p.82

"O verdadeiro salvador (...) não teve a compulsão de converter todo o mundo enquanto viveu ou de curar as pessoas que não estivessem prontas para a cura" - p.83

"[Jesus] Tinha uma paciência inexaurível com os indivíduos, mas não tinha paciência nenhuma com as instituições e com a injustiça" - p. 93

"O criador das nuvens de chuva estava sendo molhado pela chuva, o criador das estrelas estava com calor e suado, sob o sol da Palestina. Jesus sujeitou-se às leis naturais mesmo quando, até certo nível, vinha de encontro aos seus desejos. (...) Ele viveria e morreria pelas regras da Terra" - p. 96

"Era preciso 'fazer as contas dos gastos', disse Jesus, advertindo qualquer um que se atrevesse a segui-lo" - p. 102

"Interessante que os demônios nunca deixaram de reconhecê-lo [Jesus] como o 'santo de Deus' ou como o 'filho do Altíssimo'; eram os seres humanos que questionavam sua identidade" - p.103

"Quando viveu na terra rodeou-se de pessoas comuns que não o entendiam direito, não exerciam muito poder espiritual e às vezes se comportavam como alunos mal-educados" - p.106

"Como um sino tocando de outro mundo, a promessa de recompensa de Jesus proclama que, não importa a aparência das coisas, não há futuro no mal, apenas no bem" - p.119

"A dependência, a tristeza, o arrependimento, um anseio de mudar - estes são os portões para o reino de Deus" - p.122

"...a mudança moral não se realiza por meios imorais" - p.130

"Somos julgados pela justiça de Cristo que vive em nós, não a nossa justiça" - p.154

"A graça é para os desesperados, os necessitados, os quebrantados, os que não conseguem realizar nada por si mesmos. A graça é para todos nós" - p.156

"O sermão do monte nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância de alguma forma moderando suas exigências nos daz errar o alvo completamente" - p.156

"O legalismo, como os fariseus, vai sempre falhar, não porque seja severo demais, mas porque não é suficientemente severo" - p.156

"Os tapa-olhos teológicos não caem com facilidade" - p.183

"embora a fé possa possa produzir milagres, milagres não produzem necessariamente a fé" - p.183

"Jesus nunca encontrou enfermidade que não pudesse curar, defeito de nascença que não pudesse curar, defeito de nascença que não pudesse exorcizar. Mas encontrou céticos que não pôde convencer e pecadores que não pôde converter. O perdão dos pecados exige um ato de vontade da parte de quem recebe, e alguns que ouviram as palavras mais incisivas de Jesus sobre graça e perdão afastaram-se sem arrependimento" - p. 187


"embora Jesus gastasse mais tempo em questões como a hipocrisia, o legalismo e o orgulho não conheço nenhum ministério de televisão dedicado a curar esses problemas 'espirituais', mas conheço muitos que se centralizam em doenças físicas" - p. 188


"entretanto, é bom lembrar com que facilidade me sinto atormentado pelo mais leve ataque de sofrimento físico, e com que raridade me sinto atormentado pelo pecado" - p.188


"Ele estava trazendo uma mensagem dura de obediência e sacrifício, não um espetáculo de segunda categoria para basbaques e amantes de sensacionalismo" - p.190


"Judas não foi o primeiro nem o último a trair Jesus, simplesmente foi o mais famoso" - p.206


"Amarrado, rodeado de guardas armados, a própria figura do desamparo, Jesus parecia a figura menos messiânica de toda Israel" - p.211


"A religião, não a irreligião, acusou a Jesus; a lei, não a falta de lei, mandou executá-lo" - p.217


"O poder, não importa qual a sua boa intenção, tende a provocar sofrimento. O amor, sendo vulnerável, o absorve. Num ponto de convergência em uma colina chamada Calvário, Deus renunciou a um por causa do outro" - p.219


"Jesus conseguiu transformar um bando choroso de discípulos nada confiáveis em evangelistas ousados; onde homens o abandonaram na hora da morte morreram como mártires depositando a fé num Cristo ressurreto; esses poucos testemunhos conseguiram liberar uma força que venceria violenta oposição primeiro em Jerusalém e depois em Roma - essa sequência notável de transformação oferece a mais convincente evidência da ressureição. O que mais explicaria essa mudança incrível de homens conhecidos por sua covardia e instabilidade?" - p.231


"A Páscoa o torna [Jesus] perigoso. Por causa da Páscoa tenho que ouvir suas extravagantes reivindicações e não posso mais selecionar e escolher entre as suas palavras" - p.242


"Nada agradou Jesus mais do que os sucessos dos seus discípulos; nada o perturbou mais do que os seus fracassos" - p.243


"O tempo todo [Jesus] planejava partir a fim de executar o seu trabalho em outro corpo. O corpo deles. O nosso corpo. O novo corpo de Cristo" - p.244


"Subindo ao céu, Jesus assumiu o risco de ser esquecido" - p.247


"Se não podemos detectar a presença de Deus no mundo, pode ser que tenhamos procurado nos lugares errados" - p.249


"Quando Jesus partiu, deixou as chaves do reino em nossas mãos desajeitadas" - p.251


"Como poderia um grupo de homens e mulheres nada santos constituírem o corpo de Cristo? Respondo com uma pergunta diferente: como pode um homem pecador, eu mesmo, ser aceito como filho de Deus? Um milagre torna possível o outro" - p.253


"Toda a natureza humana resiste vigorosamente à graça, porque a graça nos modifica, e a mudança é dolorosa" - Flannary O' Connor - p.254 (respondendo uma carta de um leitor)


"Os judeus desejavam o que as pessoas sempre desejaram de um reino visível: um frango em cada panela, emprego certo, um excército forte para deter os invasores. Jesus anunciou um reino que significava negar-se a si mesmo, assumir uma cruz, renunciar às riquezas, até mesmo amar seus inimigos. Conforme ele o comentava, as expectativas das multidões se esfarelavam" - p.260


"As questões que confrontam os cristãos numa sociedade secular devem ser encaradas, discutidas e legisladas, e uma democracia dá aos cristãos todo o direito de se expressarem. Mas não nos atrevemos a investir tanto no reino deste mundo que negligenciemos nossa tarefa principal de apresentar as pessoas a um tipo diferente de reino, fundamentado apenas na graça e no perdão de Deus" - p.266

"Quando Jesus vivia na terra fez os cegos verem e os alejados andarem; ele vai voltar para governar num reino que não terá mais enfermidades nem incapacidades. Na terra ele morreu e ressuscitou; na sua volta, a morte não existirá mais. Na terra ele expulsou demônios; na sua volta, ele destruirá o maligno. Na terra, ele veio como um bebê nascido numa manjedoura; ele vai voltar na figura deslumbrante descrita no livro de Apocalipse. O reino que ele iniciou na terra não foi o fim; apenas o começo do fim" - p.273

"Percebo, ao olhar para a vida de Jesus, como nos distanciamos do equilíbrio divino que ele estabeleceu para nós. O homem de Nazaré era um amigo dos pecadores, mas sem pecado, um padrão que deveria nos convencer das duas coisas" - p.281

"Ou Ele [Jesus] era o Filho de Deus enviado para salvar o mundo um um impostor que merecia ser crucificado. O povo do seu tempo entendeu a escolha binária de maneira exata" - p.285

"O que adianta orar se Deus já sabe todas as coisas? Jesus silencia tais questões: ele orou, por isso também devo orar" - p.286

"Jesus é o filho pródigo do pai pródigo que deu tudo o que o Pai lhe tinha confiado para que eu pudesse me tornar como ele e voltar com ele para a casa de seu Pai" - Henri Nouwen - p.290

"A história de Jesus é a história de uma celebração, uma história de amor. Acarreta sofrimento e decepção, sim, para Deus como também para nós. Mas Jesus personifica a promessa de um Deus que não medirá esforços para nos trazer de volta. Não foi a menor das realizações de Jesus ele nos ter feito de alguma forma amáveis para Deus" - p.291

" '(...) Em nenhum outro livro de nossa cultura podemos encontrar um gráfico mais explícito de nossa necessidade, esse incrível e imenso arco brilhante: frágeis criaturas feitas pela mão de Deus, arremassadas no espaço, depois apanhadas finalmente por um homem de certa forma como nós mesmos" - Reynolds Price - p.291

"A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que exigiu" - Pascal - p.291

"O filho de Deus teve de encontrar-se com o mal pessoalmente de um modo em que a divindade perfeita jamais a havia antes encontrado. Ele teve de perdoar o pecado assumindo o nosso pecado. Teve de derrotar a morte morrendo. Teve de aprender a simpatizar com os seres humanos tornando-se um deles" - p. 295

"A cruz representa para nós as profundas verdades que não fariam sentido sem ela. A cruz dá esperança quando não há esperança (...). Aquelas mesmas coisas que nos fazem sentir insuficientes, que espoliam a esperança, são as que Deus utiliza para realizar a sua obra. Para ter a prova, olhem para a cruz" - p.295

"Nada - nem mesmo o assassinato do Filho do próprio Deus - pode acabar com o relacionamento de Deus com os seres humanos. Na alquimia da redenção, esse tão infame crime transforma-se em nossa força curadora" - p.296

"Deus chora conosco para que possamos um dia rir com ele" - Jurgen Moltmann - p.296

"Os discípulos que viveram os dois dias, a sexta-feira e o domingo, nunca mais duvidaram de Deus. Aprenderam que, quando Deus parece mais sem força, pode ser mais poderoso, quando Deus parece mais morto, pode estar voltando à vida. Aprenderam a nunca mais pensar que Deus está vencido" - p.297

2 comentários:

Beatriz Menezes disse...

Gente que livro massa fiote, ameiiiii. Vale um recorte do recorte aqui: "Ou Ele [Jesus] era o Filho de Deus enviado para salvar o mundo um um impostor que merecia ser crucificado. O povo do seu tempo entendeu a escolha binária de maneira exata"

Bjinhus

Daniela Nogueira disse...

Por ser do Philip Yancey praticamente já pode-se dizer que o livro seja bom né mamãe??

Gostei muito desse livro ^^

bjim!!

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