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quinta-feira, janeiro 08, 2015

Somos Iguais



É muito fácil criticar os muçulmanos, especialmente após um ataque como o de ontem. Mas todo fanatismo é errado, e não podemos julgar o grande número dos seguidores do Islã por atos de um ou mais grupos terroristas. O que ocorreu, foi, antes de mais nada, um crime horroroso.

Mas, assim como muçulmanos choram pela deturpação da mensagem de Maomé, cristãos choram quando outros companheiros de fé fazem o mesmo.

Nós somos iguais, quando pregamos o ódio ao invés do amor;

Somos iguais, quando preferimos condenar a acolher;

Somos iguais, quando estabelecemos regras que se sobressaem à essência da mensagem;

Somos iguais, quando pessoas morrem por medo do julgamento, ao invés de encontrarem esperança;

Somos iguais, quando julgamos uma pessoa por seu gênero;

Somos iguais, quando fechamos as nossas mentes;

Somos iguais, quando não sabemos mais rir de piadas sem nos ofendermos.

Que sejamos iguais também na dedicação e zelo, assim como na sinceridade da fé.

E a todos nós, cristãos, oremos para que Deus console o coração dos familiares das vítimas. Deixemos os julgamentos de lados e aprendamos, também, com exemplos de outros, nem que seja para fazermos exatamente o contrário.

#JeSuisCharlie

quarta-feira, agosto 14, 2013

Mais que eu sonhava - o encontro com Philip Yancey (e sua esposa)

Aos 11 anos de idade estava em um Encontrão de Gente Miúda, uma espécie de mini congresso cristão infantil que acontecia na minha igreja da época, Batista da Floresta. O tema era oração ou algo do tipo, nem me lembro bem. Mas me lembro de um sorteio que estava acontecendo. Eu estava aprendendo ainda o que era a fé, oração e tudo mais. Um dos itens do sorteio era uma bicicleta e eu não tinha uma bicicleta, porque era muito cara. Eu me lembro de pensar: "se eu orar sem parar, quem sabe Deus não me ouve e eu ganhe a bicicleta". E foi assim que aconteceu, orei, literalmente, sem parar. Mesmo sendo só no pensamento, fiquei sem fôlego algumas vezes, mas continuei até o sorteio. E eu fui sorteada. Foi o primeiro e um dos poucos sorteios que ganhei na vida.

Claro que a fé e a oração não funcionam sempre desse jeito, e eu viria a aprender isso. Mas eu serei sempre agradecida por Deus ter ouvido aquela minha oração de criança.

Um pouco mais tarde, aos 13 anos de idade, li meu primeiro livro de mais de 200 páginas, "Maravilhosa Graça". Naquele momento minha vida mudou completamente. Ficaria ainda alguns anos até voltar a ler Philip Yancey de novo, na faculdade, mas nunca vou me esquecer daquele momento.

Como os leitores antigos e amigos próximos sabem, eu me correspondo por e-mail com o autor há alguns anos. Na tentativa ainda não concluída de escrever um livro, e em toda minha caminhada cristã nesses últimos anos, ele tem sido meu mentor e conselheiro.

Um dos meus maiores objetivos ao vir para os Estados Unidos era conhecê-lo. Procurei onde ele estaria publicamente, já que viajar pro Colorado do nada e bater na porta da casa dele não me parecia ser uma boa opção. Foi quando descobri o Wild Goose, que, como vocês viram pelo post de ontem, foi muito além do Philip.

Depois dessa longa, mas necessária, introdução, vou contar então como foi o encontro.

A primeira pregação dele seria na sexta às 11h30. Como voluntária, não estava escalada para a manhã, então acordei, tomei meu café e sentei com minha toalha no lugar mais próximo do palco para esperar por ele e assistir o resto da programação.

Teve uma discussão sobre igreja emergente - fantástica - e, depois, uma discussão sobre racismo e igualdade social. Durante essa discussão houve um exercício em grupo. Tínhamos que contar uma situação onde nos sentimos incluídos em um grupo social qualquer, e outra em que nos sentimos excluídos. Era minha vez de falar quando eu o vi chegar.

"Oh my God! Esse é o Philip Yancey! Ele está aqui mesmo! É ele! OMG!"

Enquanto me perdi no que estava falando ele se dirigiu à barraca onde os preletores se preparavam pra palestra. Eu me distanciei do meu grupo e voltei pro meu lugar de origem, aguardando a palavra do Philip começar. Foi quando conheci mãe e filha missionárias do post anterior. Ela me convidou a apoiar as costas na perna dela, caso precisasse (ela tinha uma dessas cadeiras portáteis), e colocou uma sombrinha em cima de mim porque o sol estava muito quente.

A introdução do Philip resume bem a diversidade que eu comentei ontem, sobre o festival: "Eu não sei exatamente porque me chamaram pra falar aqui. Eu como carne, não tenho tatuagens (nenhuma que eu vá contar a vocês, pelo menos), sou casado - com uma mulher. Mas fico muito honrado por ter sido convidado!"

Ele pregou nesse dia basicamente sobre seu testemunho de vida, sobre como foi crescer numa igreja fundamentalista no sul dos Estados Unidos. Para quem já leu quase todos os livros dele, meu caso, não tinha nenhuma grande novidade, mas só de ouví-lo falar ao vivo já tinha sido fantástico.

Ao terminar, ele abriu então para perguntas do público. Nesse momento eu percebi que toda minha preparação, sobre o que diria a ele, ao longo dos anos, tinha simplesmente desaparecido. Eu queria falar, mas não sabia o que perguntar. Um rapaz o perguntou sobre o fim da história de seu irmão mais velho e eu lembrei que isso não estava em nenhum livro, mas o próprio Philip havia me contado quando fiz a mesma pergunta por e-mail.

A saber, ao contrário de Philip, seu irmão Richard, seguiu odiando os cristãos e a igreja quando cresceu. Ao dizer que queria estudar na Wheaton College, uma renomada instituição americana (fundada por Billy Graham, inclusive), a igreja o condenou e disseram que iriam orar pra que ele sofresse um acidente e morresse, ou, ainda pior, ficasse paralítico. Bom, o acidente não aconteceu, mas há alguns anos Richard sofreu um derrame e hoje só consegue falar com a ajuda de aparelhos, pois só move os olhos. Alguns dos antigos membros da igreja dizem ser resposta de oração de Deus. É muito triste saber que ainda existe gente assim na igreja. Não aprenderam com Jó e não sei se um dia vão entender o que é a graça e a justiça de Deus.

Quando ele terminou de pregar eu estava determinada a ir conversar com ele, mas ao mesmo tempo aterrorizada. Quem me conhece sabe o quanto eu sou tímida. Mas daí a senhorinha missionária foi conversar com ele e eu tomei coragem e fui com ela. Segue o diálogo:

- Ei Philip, não sei se você se lembra, mas eu sou Dani, escrevo e-mails pra você há algum tempo...
(arregalou os olhos) - Dani! Claro que lembro! Me dá um abraço! Janet, essa aqui é Dani, do Brasil, que veio aqui me ver! Como você veio parar aqui?
- Eu vim de ônibus.
- Sério? Quantas horas de viagem?
- Aham, 14 horas de viagem até Charlotte.
- E de lá pra cá?
- Dividi um carro alugado e com mais umas 4h estava aqui.
- Que legal! Puxa, que legal! A família que você está agora é boa?
- Sim, eles são maravilhosos!
- Estou orgulhoso de você! A gente se vê pelo acampamento então!
- Ok =)

Daí a Janet veio falar comigo:

- Como você descobriu que ele estaria aqui?
- Eu pesquisei onde poderia vê-lo, descobri o festival, achei super legal a ideia e resolvi vir.
- Essas crianças de hoje em dia, descobrem tudo pela internet! (comentando com a assistente do Philip, que estava do lado). E como foi a recepção americana pra você, te trataram bem?
- Bom, a primeira família não foi muito boa, mas agora estou numa ótima família!
- É, eu sei. Mas que bom que está tudo certo agora! Como foi sua viagem?
- Boa, cansativa, mas boa!
- E você está aproveitando o festival?
- Sim, não posso ver tudo, porque estou trabalhando como voluntária. Mas é bem legal poder trabalhar também.
- E ainda está trabalhando como voluntária?!? Você tem uma daquelas blusas verdes?
- Sim, não uso o tempo todo porque bem, tenho que usá-la por quatro dias.
- É, você não quer que ela fique toda suja. Nós viajamos um tempo de carro também. Chegamos 1h30 da manhã e eles nos colocaram num bed and breakfast - você sabe o que é isso? (sei) - pois é, foram super gentis, a gente chegou tão tarde, mas eles levantaram e foram nos atender mesmo assim. Bom, o Philip tem uma agenda a seguir, você sabe, mas com certeza a gente se fala depois por aqui. Amanhã às 16h tem a sessão de autógrafos, não se esqueça de passar por lá.
- Ok =)

Saí de lá tremendo e fui me preparar pra almoçar e começar meu turno de trabalho do dia, que era às 13h. Nesse meio tempo descobri um trailler onde ele estava quando estava no congresso. E fui trabalhar. Não que eu o estivesse seguindo, mas parte do meu trabalho como voluntária era andar pelo acampamento e ver se tinha alguém precisando de ajuda. Esqueci de contar ontem sobre o Ken, mas ele foi meu companheiro de trabalho. Ele é casado e têm três filhos, além de uns 10 intercambistas que recebe por ano em sua casa. Sua filha mais velha está na faculdade, o do meio acabou de ser aceito numa faculdade local e o mais novo acabou de entrar no ensino médio. Motivo pelo qual ele vai parar de receber intercambistas por um tempo, pra poder se dedicar aos estudos desse filho. Bom, mas estávamos andando e conversando, e eu cruzei pelo caminho com o Philip umas 10 vezes. Não tive coragem de ir conversar de novo e pedir uma foto, mas ainda não acreditava que o estava vendo toda vez que isso acontecia.

Fui dormir muito feliz e, no dia seguinte, trabalhei algumas horas de manhã - porque cheguei muito tarde na quinta, e estava escalada, então quis pagar minhas horas. 12h30 era a segunda pregação do Philip. Quando larguei o "serviço" para ir sentar no meu lugar vi o Philip conversando com um rapaz e uma moça. Como era cedo, resolvi esperar e ver se conseguia minha foto com ele. Fiquei atrás de uma árvore observando tudo, torcendo pra que ele não me visse e achasse que eu o estava perseguindo. A conversa com o rapaz, entretanto, demorou demais e já não ia dar tempo, então resolvi ir sentar. Nessa hora Janet apareceu e eu, muito feliz por vê-la, fui conversar com ela. Ela perguntou se eu estava com sede, falei que minha garrafa de água estava cheia. Perguntou se eu estava com fome, e eu disse que não. Ela me deu uma barrinha de cereal e disse: "não quero te ver com fome!". E me convidou pra sentar com ela.

Na mesa ela me apresentou aos seus amigos:

- Essa é Annie, nossa amiga do Brasil (eu corrigi da primeira vez, mas, como ela não ouviu ou não entendeu, meu nome passou a ser Annie pra ela, rs).

Philip pregou sobre oração nesse dia, baseado em seu livro sobre o tema. Estar sentada ao lado da Janet durante a pregação foi uma experiência fascinante. Eu a vi vibrar quando ele contou sobre suas escaladas às montanhas. E a vi quase chorar e ficar alguns segundos encarando o céu, quando ele contou sobre o acidente que quase o tirou a vida. No fim, eu peguei o celular e estava tomando coragem pra pedir uma foto com ela, quando ela disse:

- Você quer uma foto com o Philip, né?
- É, e com você também, se possível.
- Claro, será uma honra! Vamos lá, que o Philip tem uma peça pra assistir agora, então temos que correr pra tirar sua foto.

Fomos ao encontro do Philip que, ao me ver, sorriu e disse:

- Dani! Que bom te ver! Alguém da sua família ou amigos vêm te visitar esse ano?
- Acho pouco provável, as passagens são muito caras.
- É, eu sei. Você é muito corajosa! Quanto tempo vai ficar aqui ainda?
- Até março ou abril do ano que vem, provavelmente.
- Que legal! Eu espero que agora realmente esteja melhor que no início.
- Sim, está maravilhoso agora!
- Que bom!
Janet interrompeu, dizendo que eu queria uma foto com eles.
- Opa, claro!
Daí eu agradeci e ela disse que eles precisavam ir pra peça.
- Mas, você sabe de uma coisa, pesquise um vôo pra Denver - ou trem, interrompeu a assistente - é, ou trem, e você será nossa convidada de honra por uns dias lá em casa. Será um prazer te receber.
- Ok (eu realmente perdi as palavras todas nesse momento), eu vou, boa peça. Obrigada!
- A gente se vê por aí mais tarde - disse o Philip
- Ok.
- Você almoçou? - Janet de novo.
- Não, estou indo agora.
- Precisa de dinheiro?
- Não, eu tenho aqui.
- Bom, tome aqui algum assim mesmo. Considere presente de Deus. (o interessante é que, no caminho de ida, tinha perdido $40. Coloquei no bolso e deve ter caído no caminho e eu não percebi. Ela me deu $20).

Fui almoçar absolutamente extasiada, e depois fui assistir a entrevista com o Brian McLaren. Daí subi pra sessão de autógrafos. "É só seguir onde a lama está indo" - disse o Philip mais cedo, ao orientar o pessoal a chegar à tenda.

Cheguei lá e ele não estava ainda. Eu o vi chegar, mas resolvi esperar um pouco. Uma moça e um rapaz chegaram, daí fui.

- Dani! Que bom te ver! Eles estão esperando pelo Brian McLaren, então você é a primeira pra mim aqui =)
- Ok, hehe. - entreguei os três livros pra ele. O meu, comprado previamente, que molhou na chuva, infelizente. E os dois que comprei pros meus amigos.
- E-gleidson. Esse nome é brasileiro?
- Nem lembro. Acho que não.
- É, não me parece brasileiro. Patrícia, é com acento?
- Sim.
- Então, me conte de novo, 14h de ônibus mais 5h de carro, pra vir aqui?
- Aham
- Estou muito orgulhoso de você! E foi uma honra te conhecer pessoalmente! Seu turno começa daqui a pouco, a Janet me contou, né?
- É.
- Te vejo por aí então.
- Ok =)

Voltei a trabalhar e a Janie me disse que precisavam de gente no estacionamento. Daí, em meio à chuva que estava presente em todas as tardes/noites do acampamento, vi o Philip indo pro carro. Pensei comigo: "tchau!", mas não falei nada.

Fiquei surpresa quando o vi no domingo de manhã, assistindo Brian McLaren. Não assisti tudo porque estava trabalhando nesse dia. Daí me colocaram na portaria. Pensei: "seria legal se ele passasse por aqui e eu pudesse dar tchau". Alguns minutos depois lá estava ele. Ele me viu e veio se despedir.

- Dani! Te colocaram aqui hoje?
- É.
- Vai ficar aqui o tempo todo?
- Não sei. Vou até meio dia, mas talvez eles me mudem de lugar.
- Bacana! Bom, foi um prazer finalmente te conhecer pessoalmente. Quem sabe depois eu não vá te visitar no Brasil também?
- Isso ia ser muito legal!
- É, bom, boa viagem pra você, que Deus te abençoe.
- Amém, a vocês também.

Dessa vez não fiquei orando sem parar, mas com certeza me lembrei daquela oração aos 11 anos para ganhar a bicicleta. O fato é que nem em sonhos eu sonhava com tudo o que aconteceu nesse encontro com Philip e Janet Yancey. Eu me lembro de conversar com meu irmão, Egleidson, e dizer: "eu queria conhecer um dia o escritório dele. E a Janet, porque ela parece ser uma senhorinha muito legal!"

Lembro vividamente de cada coisa que aconteceu nesse festival, mas ainda me pego pensando: "Meu Deus, esse é o Philip Yancey ao meu lado nessa foto!", toda vez que olho pra essa foto que tirei com eles.

Deus cuida da gente. Em cada pequeno detalhe, ele cuida da gente.


terça-feira, setembro 27, 2011

Ansiedade

"Não andeis ansiosos por coisa alguma; pelo contrário, sejam os vossos pensamentos conhecidos diante de Deus, por meio de oração e súplica com ações de graças." - Fp 4:6


"A ansiedade é ocupar-se de uma situação antes dela acontecer", diz sabiamente o reverendo Hernandes Dias Lopes. Muitos pensam que não sermos ansiosos significa apenas confiar em Deus. Não que isso seja errado, mas creio que, de acordo com o versículo lido, é uma visão incompleta.

Em Mateus vemos Jesus nos dizendo para não sermos ansiosos pois Ele, que cuida de cada pequena criatura, também há de cuidar de nós.

Gosto muito da analogia que meu noivo faz em relação à oração, e creio que ela traduz esse versículo em outras palavras.

Uma criança pequena, ao pedir uma bicicleta ao pai e receber uma resposta positiva, simplesmente confia que ele irá dar o presente. Sendo ele o pai, que sempre cumpre o que diz não existe a possibilidade de o pedido ser frustrado. 
Temos que aprender a confiar na vontade de Deus. Devemos entregar nossa vontade a Ele, dizer-lhe quais são os nossos desejos, nossos anseios, e confiar que Ele fará o que é melhor para nós. Afinal, se um pai humano, sujeito a falhas, pode cumprir uma promessa, Deus, sendo o Pai Perfeito, iria nos frustrar?

Não sermos ansiosos não significa não pedirmos a Deus o que queremos, antes significa abrir nosso coração a Ele, confiando que a vontade dEle irá nos satisfazer, mesmo que ela seja contrária ao que pedimos.

quarta-feira, junho 29, 2011

Anotações de "Oração: cartas a Malcolm"

C.S. Lewis


"Nada torna um amigo ausente tão presente quanto uma discordância." - p. 5

"É como se acreditassem [os clérigos] que as pessoas podem ser seduzidas a ir à igreja por luminosidade, claridade, morosidade, condenações, simplificações e complicações incessantes do culto." - p. 6

"Sapato bom é aquele que passa despercebido no pé. A leitura torna-se prazerosa quando você não pensa mais nos seus olhos, na luz, na letra impressa, na grafia das palavras. O culto perfeito na igreja seria aquele que transcorresse quase de forma imperceptível para nós, porque nossa atenção estaria voltada para Deus." - p. 6

"Se o rebanho se mantiver pacientemente junto, balindo sem cessar, será que, por fim, não conseguirá trazer de volta os pastores?" - p. 8

"O mundo é feito de todo tipo de gente; também uma igreja. Sobretudo a igreja. Se a graça aperfeiçoa a natureza, ela deve expandir todas as nossas naturezas à riqueza absoluta da diversidade que Deus tinha em mente quando os criou. No céu haverá maior diversidade do que no inferno." - p. 13

"[As palavras na oração] são apenas uma âncora, ou melhor dizendo, os movimentos da batuta de um maestro, não a música." - p. 15

"Nenhuma outra criatura é igual a mim; nenhuma outra situação idêntica à minha. Na verdade, eu mesmo e a situação que vivo estamos em constante mutação. Uma fórmula pronta não pode servir à minha relação com Deus" - p. 15

"A crise do momento presente, assim como o poste telegráfico mais próximo, sempre parece maior do que de fato é. Não há o perigo de que nossas necessidades maiores, permanentes objetivos - em geral mais importantes - acabem banidas de nossas orações [justificando as orações "pré-fabricadas"]? - p. 16

"Seria melhor não ter reverência alguma do que cultivar uma reverência que negasse a proximidade." - p. 18

"O ato sexual, quando lícito (...) pode, a exemplo dos demais atos meramente naturais (...), ser realizado para a glória de Deus, e aí então será santo. E como outros atos naturais, às vezes os praticamos dessa maneira, às vezes não." - p. 20

"Creio que 'as coisas belas da natureza' são um segredo que Deus decidiu partilhar conosco [seres humanos] apenas." - p. 24

"(...) o ajoelhar é importante, mas há outras coisas ainda mais importantes. A mente atenta e um corpo sentado são mais úteis à oração do que o corpo ajoelhado e a mente sonolenta." - p. 24

"Pode acontecer de perdermos o nome da pessoa, ou jamais tê-lo sabido, mas nem por isso nos esquecemos do quanto ela precisa de nossas orações." - p. 24

"Imagino que só a atenção divina sustente, da fato, minha existência (ou qualquer outra coisa)." - p. 26

"Temos de apresentar diante dele [de Deus] o que há dentro de nós, não o que deveria haver." - p. 30

"Se pusermos todas as cartas sobre a mesa, Deus nos ajudará a moderar os excessos." - p. 31

"Creio que, às vezes, sentimo-nos desestimulados de pedir coisas pequenas movidos por um sentimento de dignidade própria, em vez de nos fiarmos na dignidade divina." - p. 31

"Essa súplica ["seja feita a tua vontade"], portanto, não significa que eu deva ser mero paciente da vontade divina, mas que devo realizá-la com determinação. Devo ser agente tanto quanto paciente. Estou pedindo para ser capacitado a realizá-la. Em última análise, peço que me seja dada 'a mesma mente de Cristo Jesus'" - p. 34

"Se Deus tivesse atendido a todas as orações tolas que eu fiz na vida, onde eu estaria agora?" - p. 38

"Pode até mesmo se dar o caso de as ações mais genuinamente cristãs de um homem acontecerem fora daquela parte de sua vida que ele considera religiosa." - p. 43

"Às vezes, oro não para que me seja concedido um auto-conhecimento total, mas apenas o suficiente para o momento, o tanto que eu possa suportar e usar em um instante determinado. Minha pequena dose diária." - p. 47

"Há quem se sinta culpado da própria angústia e a interprete como falta de fé. Não concordo de modo algum. Trata-se de aflições, não de pecados." - p. 56

"Nossas orações são ouvidas (...) não apenas antes de a fazermos, mas antes mesmo de existirmos." - p. 64

"Sempre há esperança se mantivermos um problema não resolvido diante de nós; não há nenhuma se fingirmos que ele não existe." - p. 78

"Para a maioria de nós, a oração do Getsêmani é o único modelo que conta. Remover montanhas pode esperar." - p. 79

"Envenenamos o vinho que Ele decanta em nós; assassinamos uma melodia que Ele executa em nós, instrumentos dEle. Fazemos uma autocaricatura do retrato que Ele pinta de nós. Portanto, todo pecado, qualquer que seja ele, é um sacrilégio." - p. 90

"Pela graça, Ele dá às criaturas mais elevadas poder para experimentar Sua vontade (...). As menos elevadas limitam-se a executá-la automaticamente." - p. 96

"Podemos ignorar a presença de Deus, mas não fugir dela em lugar nenhum. O mundo está repleto dEle (...). A verdadeira labuta é lembrar, prestar atenção. Na verdade, despertar. Mais ainda, permanecer desperto." - p. 97

"É da natureza do real que ele tenha arestas pontiagudas e extremidades ásperas, que ele seja resistente, seja ele mesmo." - p. 98

"Nunca conheci ninguém que descresse por completo do Inferno e também mantivesse uma crença viva e inspiradora no Céu." - p. 98

"Intensidade emocional em si mesma não serve como prova alguma de profundidade espiritual (...). Só o próprio Deus pode baixar o balde às profundezas dentro de nós." - p. 106

"Nós - ou pelo menos eu - não devemos ser capazes de adorar a Deus nas ocasiões mais ilustres se não adquirirmos o hábito de fazê-lo nas mais triviais." - p. 116

"A alegria é um assunto levado a sério no Céu." - p. 119

"Enquanto estamos orando, não quando estamos lendo um romance ou resolvendo uma palavra cruzada, qualquer ninharia é suficiente para nos distrair." - p. 143

"Deus, às vezes, parece nos falar com maior intimidade quando nos pega, por assim dizer, desprevenidos. Nossos preparativos para recebê-lo por vezes encontram o resultado oposto." - p. 148

"O primeiro homem que tentasse adivinhar 'o que o público quer' e a partir de então pregasse suas conclusões como cristianismo porque o público assim o desejava seria uma bela mistura de tolo e patife." - p. 151

quarta-feira, junho 08, 2011

Anotações de "Oração - ela faz alguma diferença?"

Philip Yancey


"A principal finalidade da oração não é tornar a vida mais fácil, nem conseguir poderes mágicos, mas conhecer a Deus. Preciso de Deus mais do que qualquer outra coisa que possa querer dele." - p.68

"Nos trinta anos que ele viveu nesse mundo, temos registro de apenas três vislumbres de interfer~encias sobrenaturais em sua vida. O resto do tempo, Jesus buscava alimento espiritual exatamente naquilo de que dependemos, a oração." - p.70

"A oração é a moeda corrente da amizade." - p.72

"Pois Deus também é uma pessoa, embora uma pessoa diferente de nós, alguém que corresponde mais - e não menos - ao significado da palavra." - p. 76

"Para mim, a oração é uma tarefa difícil, e não o refúgio revigorante que representava para Jesus. Luto para ver a orações como um diálogo, não como um monólogo." - p.79

"Vejo que Deus, como a maioria de nós, quer de nós principalmente amor, fê, confiança e honra." - p.79

"Aprender a dialogar com Deus é um processo que jamais termina, porque somos parceiros desiguais, Deus e eu. Admitir isso, curvar-me diante disso ajuda-me a abrir os ouvidos. Buscar Deus apesar de nossas diferenças ajuda-me a abrir a boca e, depois, o coração." - p.80

"Fica evidente pelo menos que uma igreja que segue cantando 'hinos alegres' diante da realidade crua está fazendo algo muito diferente do que faz a própria Bíblia." - p.81

"Deus formou uma aliança baseada no mundo como ele é, cheio de falhas, ao passo que a oração pede explicações a Deus pelo mundo como este deveria ser." - p.81

"(...) como todos nós às vezes, Jesus conheceu a sensação de ficar sem resposta às suas súplicas." p.93

"Descartar a oração, concluindo que ela não tem importância, significa achar que Jesus foi iludido." - p.94

"Sabemos como Deus se sente porque Jesus nos mostrou, em certas condições, uma face marcada com lágrimas. (...) Em sua bondosa misericórdia, Jesus nos deu um sinal visível de que o Pai ouve nossa oração no exato momento em que oramos." - p.95

"Embora Jesus não apresente nenhuma prova metafísica da eficácia da oração, o próprio fato de ele orar estabelece o valor dessa prática." - p.96

"De maneiras estranhas e misteriosas, a oração incorpora o desconhecido e o imprevisível na ação da graça divina." - p.99

"(...) Satanás não conquista ninguém se não houver cooperação." - p.100

"Todos os que lutam com Deus podem dirigir o olhar para aquela noite negra em que o próprio Filho de Deus lutou com o Pai." - p.102

"De algum modo, o sofrimento redimido é melhor que a absoluta ausência de sofrimento. A Páscoa é melhor do que simplesmente pular a sexta-feira santa." - p.105

"Como Abraão aprendeu, quando apelamos para a graça e a compaixão divinas, o Deus assustador logo desaparece (...). Deus é mais misericordioso do que podemos imaginar e aprecia nossos apelos à sua misericórdia." - p.110

"Talvez eu não consiga sentir muita fé em milagres, ou sonhar grandes sonhos, mas passo de fato exercitá-la comprometendo-me com Deus na oração." - p.118

"Deus submeteu a obra do Reino à sabidamente falível espécie humana." - p.133

"Pregar Deus sem o Reino é tão ruim quanto pregar o Reino sem Deus." - p. 154

"Deus não ama simplesmente ou sente amor. Ele é amor e não pode não amar. Como tal, anela um relacionamento com as criaturas feitas à sua imagem." - p.177

"Depois de passar certo tempo com Deus, posso retirar-me com uma visão diferente do mundo ou no mínimo com uma nova avaliação de meu ponto de vista. Em troca, Deus recebe atenção, meu engajamento,  minha alma." - p. 178

"A oração persistente opera mudança em mim, ajudando-me a enxergar o mundo e minha vida pelos olhos de Deus. À medida que o relacionamento progride, percebo que Deus vê minhas necessidades mais claramente que eu mesmo." - p. 188

"O verdadeiro valor da oração persistente não reside no fato de que conseguimos o que queremos quanto na constatação de que nos tornamos a pessoa que devemos ser." - p. 190

"(...) descobri que às vezes obtenho uma resposta a um insistente pedido meu depois de aprender a abrir mão dele. A resposta vem então como uma surpresa, um inesperado presente concebido por graça. Procuro a dádiva e em vez dela encontro o Doador. E acabo recebendo o presente de uma graça que já não estou buscando. " - p.191

"A oração requer fé para que Deus nos escuta - embora não haja provas concretas - e para crer que a ela é importante. Crer também não é fácil no meu caso." - p.198

"Persisto [na oração] porque estou cumprindo o mandamento de Deus e também porque estou fazendo o melhor para mim, gostando ou não de fazê-lo." - p.199

"Descobri que minha relutância em orar aumenta quando considero a oração uma disciplina necessária e diminui quando a vejo como um tempo para ficar na companhia de Deus. A verdadeira oração vem de dentro, do anseio do coração." - p. 202

"Preciso descobrir meu próprio jeito de orar, não o de outra pessoa." - p. 202

"Percebi que precisava da disciplina da regularidade para tornar possíveis aqueles momentos excepcionais de comunicação livre com Deus." - p. 206

"Muitas vezes, minhas orações parecem uma espécie de ensaio. Reviso notas básicas (o Pai Nosso), pratico peças conhecidas (os Salmos), e tento algumas melodias novas. Mas, sobretudo, marco presença." p. 206

"(...) a oração convida Deus a vir para o meu mundo e me introduz no mundo de Deus. (...) Seguindo esse padrão, procura formas de juntar os dois mundos, o de Deus e o meu, para deixar que se tornem um." - p. 207,208

"Antes eu via a oração como uma espécie de dever, não como uma válvula de escape para tudo aquilo que estava pensando ou sentindo. Os Salmos me permitiram ir mais fundo." - p. 219

"(...) aprebdu a confiar que, por meio da intercessão do Espírito, Deus ouvirá nossas orações, sejam eloquentes, sejam prosaicas." - p. 226

"Peço a Deus que me ajude a crer nas palavras de minha oração." - p. 228

"Momentos de constatação apanham-me de surpresa: uma onda de gratidão, um súbito sentimento de compaixão. Mas aprendi que eles só me apanham quando estou à procura deles." - .p. 228

"A indignidade estabelece as regras básicas, estabelecendo o posicionamento adequado entre seres humanos quebrantados e um Deus perfeito. A indignidade atualmente é para mim uma motivação a orar, não um empecilho." - p. 231

"A oração expressa o relacionamento entre duas pessoas, uma das quais incidentalmente é Deus. A realidade, não a técnica perfeita, é o objetivo." - p. 239

"Na tentativa difícil e às vezes frustrante de buscar a Deus, ocorrem em mim mudanças que me qualificam a servi-lo. Talvez o que entendo como abandono seja de fato uma delegação de poder." - p. 256

"Estou aprendendo a assumir a responsabilidade pela parte que me cabe e a deixar o resto para Deus." - p. 259

"De fato, avalio a força de um casamento observando mais como o casal se comporta nos momentos difíceis que pelos seus relatos de picos românticos." - p. 260

"Passei a confiar em Deus, até acreditar que a vontade dele é para mim a melhor saída, embora poucas vezes seja a mais fácil." - p. 262

"A oração convida-nos a descansar na certeza de que Deus está no comando, e os problemas em última análise são do mundo, não nossos. Se passar bastante tempo com Deus, provavelmente começarei a ver o mundo de um ponto de vista mais parecido com o dele. Que é a fé, afinal, senão acreditar de antemão naquilo que só fará sentido em retrospectiva?" - p. 262

"Devemos, de algum modo, fazer nossas orações com uma humildade que transmita gratidão sem triunfalismo, compaixão sem manipulação, sempre respeitando o mistério que envolve a oração." - p. 274

"O mesmo se aplica a Deus: o tratamento que dispenso à criação de Deus, os filhos de Deus, determina em parte o modo com que Deus recebe minhas orações e minha adoração. A oração envolve mais que curvar a cabeça algumas vezes por dia, ela impregna a vida toda e vice-versa." - p. 279

"Homens finitos nunca podem conhecer a vontade de um Deus infinito com certeza absoluta." - p. 282

"Atendendo a todas as orações possíveis, Deus com efeito abdicaria de sua função, entregando o mundo à nossa administração." - p. 282

"A maioria de nós aprende, com o tempo, que algumas orações se revelam melhores quando não atendidas." - p. 284

"Também aprendo, ao ponderar os mistérios da oração sem resposta, a simplesmente esperar (...). O plano de Deus constrói-se lentamente, como uma ópera, não como um sucesso de música popular." - p. 294

"Tendo todo o tempo do mundo, Deus espera, tolerando os insultos da história humana por misericórdia, não por impotência." - p. 295

"A reputação divina repousa no solene pacto de que um dia tudo acabará bem." - p. 295

"Aqueles que dentre nós lutam com a oração não atendida não ousam ignorar uma importante verdade teológica sobre o modo como Deus atua no mundo hoje. A Igreja é o Corpo de Cristo e funciona como tal." - p. 302

"Orar dizendo: 'Ó Deus, por favor, ajuda meu vizinho a resolver seus problemas financeiros' ou 'Ó Deus, faze alguma coisa pelos sem-teto lá do centro', é a abordagem de um teísta, não de um cristão. Deus escolheu manifestar o amor e a graça nesse mundo por meio daqueles entre nós que encarnam a Cristo." - p. 302

"A mera existência da oração é um dom da graça, um generoso convite a participar do futuro do cosmos." - p. 306

"Nenhum ser humano, por mais sábio ou espiritual que seja, pode interpretar os caminhos de Deus, explicar por que um milagre acontece e outro não, por que ocorre uma aparente intervenção aqui e não ali. A exemplo do apóstolo Paulo, só podemos esperar e confiar." - p. 307

"Está claro que Jesus não veio ao mundo para reverter as leis da natureza e estabelecer leis melhores - pelo menos não em sua primeira vinda." - p. 320

"O sofrimento e a dor aproximam personalidades diferentes e todos nos tornamos lamentadores, nada tendo a oferecer em nossas orações a não ser queixas." - p.333

"Ganho paz quando percebo que não preciso convencer a Deus para cuidar de nós. Seu cuidado por nós é maior do que posso imaginar, e ele tem o controle absoluto sobre tudo o que acontece." - p. 337

"O senso da presença de Deus pode aparecer e desaparecer. O crente, no entanto, pode confiar que Deus está presente, morando dentre dele; não precisa ser convocado lá de longe." - p. 338

"Ele [Paulo] aprendeu um nível diferente de fé: uma fé que não afasta as dificuldades, porém assim mesmo resiste; uma fidelidade em que a fraqueza se transforma em força, e orações pela cura se fundem em preces por aceitação." - p. 346

"Se a oração é a primeira resposta à presença de Deus, preciso antes de tudo sintonizar-me com essa presença." - p. 353

"Embora eu não possa controlar o sentido da presença de Deus - num nível emocional, ele aparece e desaparece - posso positivamente esperar sua chegada e cuidar dela." - p. 354

"Ficar na companhia de alguém que se ama nunca é uma perda de tempo, especialmente se aquele em cuja companhia eu fico for Deus."  - p. 355

"De fato, qualquer tempo passado em oração parece perdido aos olhos de quem tem outras prioridades que não sejam um relacionamento com Deus. Para alguém que ama a Deus, todavia, não há nenhum ato mais produtivo nem tão necessário." - p. 355

"A quem dirigimos a oração conta mais do que o modo que oramos ou o que dizemos." - p. 356

"Orar significa abrir-me para Deus , e não lhe impor limites por meio de meus preconceitos. Em suma, orar significa deixar Deus ser Deus." - p. 367

"Esperar não é o objetivo, mas pode ser um estágio necessário na obtenção do objetivo. Esperamos pelo que é digno de esperar, e nesse processo adquirimos a paciência." - p. 368

"Oro pedindo a paciência de ser paciente." - p. 368

"O agora, um instante fugaz, representa a intersecção da eternidade com o tempo." - p. 370

"O momento presente em si é um presente de Deus - minha vida seria mais real, e ao mesmo tempo eu realizaria muito mais se permitisse que essa verdade básica permeasse meu dia." - p. 371

"Quando oro por outra pessoa, estou orando para que Deus me abra os olhos  e eu possa vê-la como ele a vê e depois entro na corrente do amor que Deus já direcionou para essa pessoa." - p. 374

"O que desejo para as pessoas por quem oro Deus deseja muito mais." - p. 375

"Nada estimula tanto a compaixão em mim quanto a oração." - p. 376

"Na melhor das hipóteses, a oração não busca manipular Deus para que ele faça minha vontade - muito pelo contrário. A oração cai no lago do próprio amor de Deus e expande-se cada vez mais." - p. 381

"A oração associada à consciência dos inimigos que temos, sem falar na oração pelos inimigos, oferece uma oportunidade reflexão pessoal. De forma estranha, nossos inimigos ajudam-nos na definição de nós mesmos tanto quanto nossos amigos." - p. 385

"Os seguidores de Jesus, porém, têm em comum o chocante mandamento de amar os inimigos e orar, por aqueles que os maltratam. Agindo assim, unimo-nos para ampliar o círculo expansivo do amor de Deus até aqueles que talvez não o possam provar de nenhum outro modo." - p. 385

"Orar quer dizer permanecer na companhia de Deus, que já está presente. Minhas preocupações com pessoas e situações contempladas na oração de fato manifesta a presença de Deus dentro de mim. Não preciso ficar pulando feito criança e gritando: 'olhem para mim'. Deus está por perto, basta eu me sintonizar." - p. 390

"De acordo com Jesus, nada é demasiado trivial. Tudo a meu respeito - meus pensamentos, meus motivos, minha escolhas, meu estado de espírito - atrai o interesse de Deus." - p. 394

"Minha preocupação acerca das orações inapropriadas ou irrelevantes é desfeita quando vejo a oração menos como uma técnica e mais como um relacionamento, uma forma de permanecer na companhia de Deus." - p. 395

"É muito melhor agir como uma criança confiante, apresentando pedidos bobos e deixando que o pai julgue, que se preocupar de antemão com a propriedade dos pedidos." - p. 396

"Não precisamos inventar um elogio para fazer que Deus se sinta bem, precisamos, em vez disso, apenas dar crédito onde o crédito é devido." - p. 398

"Nosso dom mais apreciado por Deus, o que Deus jamais pode forçar, é o amor." - p. 400

"Minhas perguntas acerca da oração perdem a urgência à medida que aprendo a confiar na suprema bondade de Deus, que pode transformar qualquer coisa em numa coisa boa." - p. 402

"E, quando tudo corre bem, ironicamente, tenho de trabalhar ainda mais para manter a conversa, para acreditar que Deus se importa com os detalhes da minha vida." - p. 404

"Oro na assombrosa crença de que Deus deseja um relacionamento continuado. Oro confiando que o ato da oração é a maneira designada por Deus para eliminar o vasto abismo entre mim e a infinitude. Oro para colocar-me no fluir da obra restauradora de Deus aqui. Oro como respiro - porque não posso deixar de fazê-lo. A oração não é uma forma perfeita de comunicação porque eu, ser imperfeito e material que vivo num planeta imperfeito e material, estou tentando alcançar um ser perfeito e espiritual. Algumas orações ficam sem resposta; um sentido da presença de Deus vem e vai e muitas vezes sinto mais o mistério que sua solução. Insisto, contudo, acreditando como Paulo que agora conheço em parte; então conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido." - p. 404

terça-feira, março 22, 2011

A oração que Jesus me ensinou


Toda pessoa criada no cristianismo (católico ou evangélico) sabe a oração do Pai Nosso decorada. Às vezes, porém, como muitos trechos bíblicos que ouvimos repetidas vezes, o significado dessas palavras de Jesus se perdem em meio às nossas vagas repetições. 

O trecho onde essa oração se encontra faz parte do Sermão da Montanha, o sermão proferido por Jesus a uma multidão de discípulos e que contém palavras de aconselhamento e exortação e Jesus. Jesus, logo após criticar as orações dos fariseus, que os fazem em público para chamar a atenção, ensina aos seus discípulos como eles devem orar.

Confesso que, pelos meus vários anos de vida cristã já ouvi dezenas de pregações que falavam sobre esse trecho (Mateus 6:9-13), mas nunca antes tinha entendido o sentido prático dessas palavras de forma tão real como nos últimos dias, quando Jesus tem me dado a honra de me ensinar cada uma das frases dessa oração, por causa das experiências pelas quais tenho passado.

O que escrevo abaixo é fruto da minha experiência pessoal, portanto pode ser que o que Deus queira dizer para você seja algo diferente. Ouse pedi-lo que te ensine pessoalmente a oração do Pai Nosso e aguarde os resultados, pois valerão à pena.

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS - ah Senhor, e como estás, e como não tenho dúvida alguma de que aí estejas, e aqui comigo também, ao meu lado!
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME - porque apenas o Senhor é santo e deve ser exaltado nessa terra, e mais ninguém.
VENHA A NÓS O VOSSO REINO - reina em mim, porque eu não sei reinar a mim mesma desde o dia que te enteguei a minha vida. 
SEJA FEITA A TUA VONTADE - minha vida é o teu reino, fique à vontade para comandá-la. Mesmo que às vezes eu me sinta tentada a voltar a usar a coroa, não me deixe fazer isso, pois só o Senhor deve reinar em mim. Minhas vontades devem morrer para que a sua seja realizada. E me ensina a sonhar com aquilo que é a tua vontade para minha vida, para que chegue o dia em que a minha vontade e a sua vontade sejam a mesma.
ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS - nos céus o Senhor reina absoluto, assim como na Terra. Apenas me ensina a ver a tua vontade aqui na Terra.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE - ah, Senhor! Muito obrigada pelo pão de cada dia! Porque atualmente já dormi sem saber se teríamos ou não algo além de arroz e feijão no dia seguinte, mas o Senhor mandou sua providência, um dia por vez. Me ajuda a confiar que o sustento virá, mesmo quando parece que não.
E PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS - todas as murmurações, toda a falta de esperança, e tudo aquilo em minha vida, inclusive ela mesma, o qual o Senhor me deu, pela graça.
ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS OS NOSSOS DEVEDORES - porque tenho recebido sua graça, quero transmiti-la aos outros também. Porque se eu perdoar alguém que me ofendeu quando este pede perdão é uma coisa, mas perdoar alguém com o qual nem gostaríamos de conviver, é transmitir sua graça.
E LIVRA-NOS DA TENTAÇÃO, MAS LIVRA-NOS DO MAL - de praguejar, de desistir, de duvidar, de descrer, de procurar outros meios para alcançar os nossos sonhos que não submetendo-os à tua vontade.
POIS TEU É O PODER, E O PODER, E A GLÓRIA, PARA SEMPRE, AMÉM! - de ninguém além de Ti, pois ninguém seria capaz de fazer as maravilhas que Tu fazes em minha vida, Eu te amo. Amém.

Que Deus nos abençoe!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Só porque um dia vocês vão estar aqui


Só porque se eu seguir em frente vou poder sentir vocês crescendo dentro de mim.

Só porque se eu não desistir agora vou ouvir a primeira palavra com letras trocadas e os primeiros passinhos cambaleantes de vocês.

Só porque se eu continuar lutando vocês um dia vão vir correndo e pular em meus braços me dando um abraço sem motivo algum.

Só porque se eu tiver fé vou receber uma cartinha com letras tremidas de "mamãe, eu te amo" no dia das mães, no meu aniversário ou numa data qualquer que vai ser melhor que qualquer presente no mundo.

Só porque se eu não fraquejar vou poder consolar vocês quando caírem de bicicleta, estiverem com medo ou mesmo depois da primeira decepção amorosa de suas vidas.

Só porque se eu tiver paciência agora vou poder desfrutar dessa virtude no dia que vocês se tornarem adolescentes e descobrirem que papai e eu estamos longe de sermos super-heróis.

Só porque se eu me levantar vou poder chorar de orgulho quando vocês se formarem na faculdade e segurar o choro num misto de alegria e saudade no dia em que vocês se casarem.

Só porque se eu prosseguir vou poder pegar um álbum antigo e assistir dvds de quando vocês eram pequenos e, junto com o papai, me emocionar.

Só porque se eu buscar mais força vou poder sentir a emoção de ser mãe ao quadrado, quando vocês me derem netos.

Só porque um dia vocês vão estar aqui - porque Deus há de me dar essa bênção.

E só por isso agora.

Vou acreditar mais uma vez que tudo vai dar certo.

E vou ter esperança de que as coisas vão mudar pra melhor.

E só por isso eu sei - eu tenho certeza - de que o melhor de Deus para mim (para nós) está por vir.

domingo, abril 18, 2010

Momento sem explicação - uma carta para Deus


Bem,

costumo ser boa com palavras escritas. Não ouso tentar isso hoje. Não quero nada que faça sentido.

O seu amor não faz sentido, por isso posso partir dessa premissa. Não quero escrever sobre algo que você me falou, nem quero escrever para que você fale comigo. Eu simplesmente quero falar com você.

Nesse momento tomo a liberdade de me imaginar em seu colo. Acho que eu realmente devo estar aí.

Sei que todas as frases desconexas e palavras sem sentido que eu escrever aqui vão chegar aos seus ouvidos exatamente como devem chegar.

Eu não consigo acreditar que as pessoas podem ser tão más. Eu não quero acreditar nisso. E, ainda mais, não quero acreditar que as pessoas que dizem te seguir agem assim.

Eu fico imaginando a todo tempo, se eu estou assim, como você se sente? Quão grande é a dor que eu mesma te causo toda vez que te decepciono (e, meu Deus, como eu faço isso!!)?

Porque a graça não é refletida por nós? Porque a sua graça nos alcança e conseguimos ser tão medíocres? Porque sua graça é tão grande a ponto de continuar acreditando que vamos fazer alguma coisa boa?

Afinal de contas, porque você acreditou em mim? E eu sei que eu não tenho nada de tão valioso para fazer você investir em mim. Eu não tenho dons naturais para fazer alguma coisa boa. Porque você, além de ter entregue seu próprio filho ainda me deu dons, me fez parecer uma pessoa boa? Ora, você me conhece muito bem...você sabe quem eu sou sem você. A graça para mim é tão maravilhosa que é incompreensível. Será que é isso? Será que nós humanos conseguimos ser tão rudes, demonstrar tanta falta de graça porque nós não entendemos a graça? Porque se for isso, me dê a graça de entender a graça?

Porque as pessoas não podem fazer coisas ruins simplesmente comigo? Porque têm que fazer com aqueles que estão perto de mim, aqueles que eu amo?

Você conhece os meus medos, conhece o meu maior medo hoje, então, mesmo sabendo que é um pedido redundante e desnecessário, por favor, não me abandone agora.

Para fazer o que preciso fazer agora, eu preciso de você. Eu preciso de você a todo tempo. Nunca me abandone, eu sou uma pessoa muito ruim, e se alguém tira algum fruto bom do que eu faço, digo ou escrevo, é pela sua graça. Não é auto-estima baixa, você sabe disso. Eu já achei que eu era ruim a ponto de nem você poder me amar. Nem eu me amava. Se hoje é uma nova história, é graças a você. É que eu sei que sem você eu não sou nada. Eu preciso de você.

Só você consegue ouvir as dores do silêncio.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Uma questão de honra?

"Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são conhecidos por ti" - Salmos 139:7


Agora é uma boa hora para escrever uma retrospectiva. Não sei ao certo porque. Acho que minha sensibilidade no momento faz com que ele se torne perfeito para que eu escreva.

Esse não foi um ano fácil para mim. Leitores antigos do blog já devem estar cansados de ler isso, mas o fato é que de todos os 21 anos que eu vivi, nunca houve um mais difícil.

Enquanto no ano passado a apatia tomou conta de mim e eu não tive nem condições de levar a sério a faculdade, nesse ano lutei - e lutei com todas as minhas forças. Nunca estudei tanto quanto nesse ano. Nunca me dediquei tanto aos meus pacientes. Nunca me preocupei mais em fazer relatórios do que nesse ano. Nunca me preocupei tanto em entregar um trabalho tão bem feito - como tentei fazer com minha monografia. Mas de alguma forma isso não foi visto por ninguém. Pelo contrário. Nunca fui tão acusada de irresponsabilidade e desorganização como nesse ano. Quem me conhece sabe que as diversas vezes que adoeci seriamente no segundo semestre não foram em vão. Não quero - e não posso, por estar divulgando isso na internet - divulgar os detalhes, mas fui muito humilhada nesse semestre. Mais do que eu imaginava que alguém poderia ser humilhada. Acho que uma cusparada na cara, um chute no estômago, uma pedrada na cabeça, qualquer coisa enfim, seria menos doloroso e humilhante do que eu passei durante esses meses.

Por isso, no dia em que mais fui humilhada na vida, me deparei com o versículo do início do post. E por isso, resolvi escrever uma oração que é um misto de agradecimento e lamentação para Deus. Com isso provavelmente encerro o ano aqui no blog. Desculpem-me pelo final melancólico. Não sei o que me aguarda em 2010, eu realmente não sei, mas eu sei que, como o salmista disse: "mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para Ti. A noite brilhará como o dia, pois para Ti as trevas são luz" - Sl 139:11,12

Pai,

Eu não sei o que está acontecendo comigo

Eu não sei o que me aguarda no próximo ano. Pela primeira vez na vida não tenho absolutamente nada em meu controle.

Já passei por muitos momentos difíceis na minha vida, e em todos eles você estava ao meu lado, mas em todos eles também alguma coisa na minha vida ia bem. Dessa vez nada está bem. Não tenho nada sob meu controle.

Digo, o Gi foi um presente do Senhor para mim nesse ano. Um anjo humano que o Senhor mandou para me dar forças para seguir.

Mas estou assustada.

Sinto-me como se tivesse 5 anos novamente, e a realidade, tanto naquele momento como agora, talvez até mais agora, parece assustadora. Eu não quero que o próximo ano chegue. Estou com medo do futuro.

Tenho medo de dormir, porque sei que terei que acordar. E quando isso acontecer a realidade - fria, cruel e assustadora como só ela consegue ser - estará me esperando.

Estou me forçando a ter esperanças. Mas isso está ficando cada dia mais difícil.

É certo que o que aconteceu no dia 22 de dezembro desse ano nunca será esquecido por mim. É certo também que esse dia tirou-me o restinho de vida que ainda sobrava.

Estou assustada. Estou me sentindo como sozinha em um dia de chuva, longe de meus pais e sem saber o caminho de volta.

Papai, por favor me ajude.

Sei que chora minhas lágrimas junto comigo. Apesar de que até as lágrimas estão secando do meu rosto.

Sei que está aí me ouvindo, mesmo que muitas vezes minhas orações pareçam não passar do teto.

Sei que as coisas vão melhorar um dia. Tenho medo de não ver esse dia, mas sei que ele chegará.

Sei que você me ama, mesmo eu falhando tanto com o Senhor.

Ajuda-me a perdoar. Dá-me forças para viver. Para viver, não para sobreviver, que é o que tenho feito há certo tempo.

Senhor, a sua fidelidade a mim se mostra nos mínimos detalhes. E só o Senhor sabe o quanto aprecio esses detalhes. Seja naquele dia em que curti ser molhada pelo temporal (mesmo tendo sido picada por uma abelha naquele dia), seja por encontrar chocolate quando estava precisando muito, seja pelo emprego na hora certa, para abafar algumas das minhas dívidas. O Senhor está aqui, e eu posso ver isso.

Mesmo assustada, com medo e quase sem esperanças, sei que está aí. Sei que está aqui. Está tão perto de mim que eu às vezes nem te vejo, mas sei que está aqui.

Deus, pode ser que no próximo ano meu mundo vire de cabeça para baixo como eu imagino agora que vai virar. Pode ser que o modo como eu estou acostumada a viver seja totalmente transformado. Pode ser que nenhum dos meus planos e sonhos para 2010 sejam realizados. Mas não importa. Sei que continua me amando. Não vou parar de te amar, de confiar no Senhor e na sua fidelidade.

Sei que o Senhor é poderoso para reverter toda minha situação, mas se não o fizer, sei que em nada deixará de ser bom e justo, e nem em uma gota deixará de me amar.

Eu te amo, mesmo sendo desse jeito quebrado, imperfeito, como um rabisco colorido em um papel, mesmo assim, eu te amo. E vou te amar para sempre.

Dani

quinta-feira, setembro 24, 2009

Loucos por Jesus 2009


O evento mais pirado do mundo cristão está de volta em mais uma edição que promete muito!!

O tema desse ano?? Loucos por Jesus de joelhos!! Vamos orar muito!! Uhuuuu \o/

Aproveitando o tema então, seguem dois links para vocês relembrarem um pouco do que já rolou por aqui no TrintaeTrês sobre esse tema:


Mais informações sobre o congresso em www.loucosporjesus.com, ou pelo Twitter

Faça sua inscrição correndo, faltam 15 dias para o Congresso!!!!

terça-feira, agosto 25, 2009

Seria a oração um sacrifício?


É comum ouvirmos em reuniões evangélicas que "temos que pagar um preço de oração" por alguma coisa.

Há alguns dias, ao ouvir essa frase novamente, fiquei refletindo sobre seu significado. "Pagar um preço de oração" quer dizer que é um sacrifício que tenho que fazer. Seria a oração um sacrifício?

Não sei se existe algo que me deixa mais contente do que conversar com Deus. Desde cedo, antes de sair de casa até à noite, antes de dormir, gosto de manter uma vida constante de oração. Não falo isso para contar vantagem nem nada do tipo, mas apenas para dizer que, para mim, a oração é fundamental à vida cristã, e é uma coisa prazerosa.

Na época do Antigo Testamento apenas o sumo-sacerdote poderia entrar, uma vez por ano, na presença de Deus, e ele ainda corria o risco de morrer caso fosse considerado impuro por Deus. Ao morrer na cruz Jesus tornou possível para nós não apenas a salvação, mas o direito de acesso livre ao Pai. Podemos orar em qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Seja em pé no ônibus, ajoelhados no quarto ou até mesmo deitados na hora de dormir.

A oração é uma bênção que Jesus conquistou para nós, por isso não consigo aceitar a ideia de que ela seja um sacrifício.

Não me entendam mal, como cristãos nós temos que orar sim. Mas isso não é uma coisa que nos traga algum ônus. A Bíblia diz "maridos, amem suas esposas assim como Cristo amou a igreja" (Ef 5:25) e também diz "orai sem cessar"(I Ts 5:17). Ambos são ordens, mas assim como o bom marido não verá nenhum sacrifício em cumprir a primeira ordem, o bom cristão cumprirá a segunda ordem sorrindo.

É comum ouvirmos em reuniões evangélicas que "temos que pagar um preço de oração" por alguma coisa.

Há alguns dias, ao ouvir essa frase novamente, fiquei refletindo sobre seu significado. "Pagar um preço de oração" quer dizer que é um sacrifício que tenho que fazer. Seria a oração um sacrifício?

Não sei se existe algo que me deixa mais contente do que conversar com Deus. Desde cedo, antes de sair de casa até à noite, antes de dormir, gosto de manter uma vida constante de oração. Não falo isso para contar vantagem nem nada do tipo, mas apenas para dizer que, para mim, a oração é fundamental à vida cristã, e é uma coisa prazerosa.

Na época do Antigo Testamento apenas o sumo-sacerdote poderia entrar, uma vez por ano, na presença de Deus, e ele ainda corria o risco de morrer caso fosse considerado impuro por Deus. Ao morrer na cruz Jesus tornou possível para nós não apenas a salvação, mas o direito de acesso livre ao Pai. Podemos orar em qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Seja em pé no ônibus, ajoelhados no quarto ou até mesmo deitados na hora de dormir.

A oração é uma bênção que Jesus conquistou para nós, por isso não consigo aceitar a ideia de que ela seja um sacrifício.

Não me entendam mal, como cristãos nós temos que orar sim. Mas isso não é uma coisa que nos traga algum ônus. A Bíblia diz "maridos, amem suas esposas assim como Cristo amou a igreja" (Ef 5:25) e também diz "orai sem cessar"(I Ts 5:17). Ambos são ordens, mas assim como o bom marido não verá nenhum sacrifício em cumprir a primeira ordem, o bom cristão cumprirá a segunda ordem sorrindo.

Entendo a necessidade de se pregar sobre oração, porque esta é uma prática que tem sido abandonada por muitos membros da igreja (o que me leva a questionar, será que eles são realmente cristãos? Mas essa discussão eu vou deixar para depois). Só não acredito que a oração deva ser pregada como um sacrifício a ser feito, e sim como algo maravilhoso que deve fazer parte da vida cotidiana de todo cristão.

Que tenhamos vontade de criar intimidade com o Pai, e que nossa vida de oração se tornem realmente uma prática constante. Enfim, vamos orar sem cessar!

domingo, maio 24, 2009

Pelo Deus da verdade

"Quem pedir bênção para si na terra, que o faça pelo Deus da verdade; quem fizer juramento na terra, que o faça pelo Deus da verdade." - Is 65:16a

Ao ler esse trecho da Bíblia há alguns meses fiquei refletindo sobre como fazemos as coisas sem pensar porque fazemos.

Nós cristãos, devemos ter uma razão certa para nossas ações. Deve ser tudo feito para a glória de Deus. Até mesmo nossas petições. Já escrevi sobre isso há um tempo, mas quero reforçar a ideia.

Quando pedimos alguma coisa, quando fazemos orações a Deus pedindo alguma bênção, algum favor dele, devemos pedir por Ele. Temos que nos lembrar que Ele é o único que pode nos atender. É por Ele que nascemos, e é por Ele que devemos viver. Deus é bondoso, e gosta de ver seus filhos felizes, por isso nos dá tantas coisas. Mas Ele não tem obrigação nenhuma de nos dar nada. É por favor dele que temos tudo.

Interessante também é a segunda parte do versículo - "quem fizer juramento na terra, que o faça pelo Deus da verdade" - que nos mostra que até mesmo para dar nossa palavra, para mantermos nossa integridade nesse sentido, devemos fazer por Deus, que é o Deus da verdade. Sendo Deus completamente verdadeiro, e todo homem pecador por sua natureza, quando mantemos nossa palavra é porque Ele nos concedeu esse dom. Não quero entrar em nenhuma discussão sobre moral (pelo menos não nesse post), mas eu tenho que dizer aqui que quando nós cristãos prometemos alguma coisa, devemos nos lembrar que servimos ao Deus da verdade, e que se nos quisermos assemelhar a Ele devemos manter nossa palavra, cumprir aquilo que prometemos, em qualquer esfera de nossas vidas - seja profissional, ministerial, estudantil ou qualquer outra que vier à sua mente.

Como já li alguma vez, viver só vale a pena se for por - e para - Cristo.

Fiquem com Jesus =D

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Obrigada Jesus


Hoje me deu vontade de te agradecer Jesus.

Primeiro, obviamente, por algo que eu nunca me canso de agradecer - pela sua morte na cruz, por mim.

Isso foi incrível, magnífico, perfeito. Enfim, não consigo achar adjetivos suficientes para agradecer seu sacrifício. A sua graça é algo totalmente inexplicável. Já cansei de dizer que eu realmente não mereço o que fez e ainda faz por mim. Eu sou tão pecadora e você tão perfeito. Tão humanamente perfeito.

Porque me escolheu? Porque me ama?

Nunca vou saber essa resposta, mas muito obrigada, mesmo.

Não posso esquecer de te agradecer também por me devolver meus sonhos. Ou pelo menos minha vontade de sonhar mais. Por me devolver parte da minha infância que eu nunca queria ter perdido.

De repente consigo não apenas sonhar, mas acreditar que esses sonhos realmente podem se tornar realidade. De maneira mais incrível do que eu jamais poderia sonhar. A sua graça, novamente, me surpreende. Muito obrigada

E me perdoe por ter parado de sonhar por um tempo.

Obrigada por todos aqueles que o Senhor colocou ao meu lado. Minha família, meus amigos, meu namorado. Nunca imaginei ter pessoas tão legais para me acompanhar, mas o Senhor as trouxe para mim. Muito obrigada.

Obrigada pelo ministério Salva-vidas. Enxergo o cristianismo com mais clareza depois dele. E ganhei uma nova família também. Obrigada por poder te servir. Eu não seria digna nem de lavar seus pés, mas você me deu a oportunidade de poder te servir nesse ministério maravilhoso. Não importa onde eu esteja, sempre serei Salva-vidas. Muitíssimo obrigada. O Senhor é totalmente maravilhoso.

Obrigada pela célula, e pelos novos amigos que fiz lá. Novamente mais uma oportunidade para eu te servir. Muito obrigada.

Obrigada por eu ter sido aprovada na faculdade, e por estar continuando, chegando ao final do curso. Eu não seria capaz nem de entrar lá, e o Senhor está me dando forças para terminar. Muito obrigada

Obrigada pelo ar que eu respiro, por mais um dia de vida. Quanto mais íntima eu fico do Senhor, mais eu percebo que sou a pior das pecadoras. Obrigada por me deixar viver dia após dia. E por perdoar meus pecados. Muito obrigada.

Obrigada pelas coisas simples, como dar uma volta e ouvir o som dos pássaros, ver flores bonitas, ouvir a risada do meu irmão, sentir o cheiro da roça eventualmente. Elas tornam meu mundo e minha vida mais feliz. Muito obrigada.

Enfim, muito obrigada por cuidar de cada detalhe da minha vida, e tornar tudo mais que perfeito.

Muito obrigada por ser você Jesus.

Eu te amo

segunda-feira, março 24, 2008

Perdoa-me Pai



Perdoa-me Senhor por tantas vezes que fui hipócrita,
dizendo que era totalmente louca pelo Senhor sendo que não vivi isso tão verdadeiramente
Perdoa-me por tantas promessas não cumpridas,
tantos pecados não confessados.
Perdoa-me por ter criticado tantas vezes sem agir,
sem fazer nada para mudar a situação.
Perdoa-me por ter sido influenciada por idéias erradas,
por ter influenciado erradamente algumas pessoas.

Perdoa-me Senhor pelas vezes em que deixei de falar do seu amor,
mesmo tendo instruções claras para fazer isso,
e mesmo sabendo como é bom o seu amor.
Perdoa-me pelo egoísmo, por não me importar com os problemas alheios,
tantas vezes.
Perdoa-me pelo orgulho,
mesmo sabendo que faço tão pouco pelo Senhor, ainda ousei orgulhar-me de alguns feitos.
Perdoa-me por não viver tão intensamente pelo Senhor quanto deveria,
e por me esquecer do valor do seu sacrifício na cruz.
Perdoa-me por não ter aberto mão de todas as minha vontades,
e por não estar disposta a me sacrificar como deveria.
Perdoa-me pela indiferença,
que tantas vezes ocorre na minha vida.
Perdoa-me pela única coisa constante na minha vida: a inconstância,
que parece ser eterna.
Perdoa-me por tantos pecados que achei insignificantes,
por ter atribuído valor ao pecado.
Perdoa-me por julgar mal as pessoas,
por não confiar em você.
Perdoa-me pai, são incontáveis os pedidos de perdão que tenho que fazer, mas eu sei que o Senhor me perdoará, pois é sincero meu arrependimento, e o Senhor é misericordioso.
Amém

sábado, outubro 20, 2007

Crazy for Jesus


Há exatamente uma semana estávamos nos despedindo do segundo congresso Loucos Por Jesus. Todas as palavras ministradas que eu assisti foram impactantes, marcantes, lindas, transformadoras (...).


Esse ano não tem sido um ano mais fácil que 2006 - quando eu fizer e publicar a restrospectiva 2007, fiquem à vontade para comparar - e esse semestre tem sido especialmente difícil. De dinheiro a paciência e tempo, muitas coisas estão escassas na minha vida. Porém, em nenhum momento pensei em desistir. Por mais mortal que fosse o desânimo que viesse sobre mim, eu orava, lia a Bíblia, jejuava e obtinha novas forças para continuar.

Nas semanas que se antecederam ao Congresso, uma série de problemas aconteceu. Fiquei realmente desanimada, parecia ser meu fim. Comecei a pensar em desistir de alguns ministérios, por não me considerar apta a exercê-los com excelência.

Pedi para meu líder orar por mim, a respeito de um problema que estava gritando um pouco mais do que os outros naquele momento. E então orei, orei e orei, pedindo a Deus graça para trabalhar no Congresso, e prometi a Ele que o que minhas mãos tivessem que fazer, que eu o faria com toda a minha força. As pregações que assisti trasmitiram claramente mensagens de Deus que pareciam ser exclusivas para mim. Nos momentos em que não estava nos cultos - quando estava trabalhando em outras áreas, ou mesmo em casa, Deus confirmava cada uma daquelas mensagens em meu coração.

E então, desci da montanha. Colegas da faculdade estressadas, pais estressados, notícias ruins por todos os lados, frustrações de volta e etc etc etc. Ainda bem que no domingo à noite comecei a ler o "Manual de Locuras por Jesus", escrito pelo meu querido pastor Lucinho. Terminei na segunda (uma coisa interessante a respeito do livro: comprei sabendo que Deus tinha algo a me falar mas, sem ter nenhum dinheiro no bolso, joguei para o meu cartão. Quando cheguei em casa meus pais me entregaram 20 reais - meu avô me deu pelo Dia das Crianças!!) e tive muitas idéias malucas lendo o livro. Uma amiga e eu tivemos mais idéias malucas num outro dia.

Em um dos dias da semana liguei para um desconhecido (o seu número não me sai da cabeça). Era um senhor de 70 anos. O Senhor Valmir disse que era agnóstico, ateu. (ele disse assim mesmo, os dois juntos). Conversei com ele por mais alguns minutos e desligamos. Ele desistiu de viver. Disse que era velho demais para procurar qualquer verdade. Queria apenas morrer em paz e ficar livre desse mundo. Nada do que eu disse o fez ter mais ânimo ou mudar de idéia a respeito de Deus.
Assustei-me ao ver um velhinho tão sem esperança, sem razões para viver - na minha mente infantil, só os jovens ficavam revoltados da vida e desistiam dela. Para mim, os velhinhos tinham que ser os mais sensatos e sonhadores, que dessem aos jovens mensagens de esperança.

Ao desligar, chorei. Chorei porque se aquele velhinho morresse naquele momento, ele iria para o inferno (eu também achava que os velhinhos não deveriam ir para o inferno, estava convicta de que eles se arrependeriam e não iriam para lá, afinal, são tão bonzinhos que, ao ouvir a mensagem do evangelho se arrependeriam e voltariam para Jesus). Chorei por uma alma perdida como nunca antes. Senti como se eu mesma estivesse indo para o inferno. E ouvi a doce voz do Espírito Santo me dizendo: "agora você entendeu o que eu sinto quando uma alma se perde".

Chorei mais um pouco. Agora, por saber que os meus sonhos de seguir o "Ide", e minhas estratégias para fazer isso, nunca haviam sido por aquilo que eu sentia naquele momento, ou, pelo menos, não com aquela intensidade. Depois de tanto chorar, acabei dormindo.

Segui minha rotina e por outros problemas terem surgido, estava deixando o desânimo começar a surgir de novo.
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Naquela noite eu estava indo dormir quase sem me comunicar com ninguém, nem mesmo com Deus. Tive uma vontade de ouvir um CD e, já com a luz apagada e pronta para dormir, peguei um CD da minha estante e coloquei para tocar, sem nem mesmo ver qual era. "Look to you", do United, começou a tocar. A segunda música é minha preferida. Alguns trechos dela estão no meu perfil do site dos Salva-vidas. "Tell the world that Jesus lives, tell the world that, tell the world that". Enquanto prestava atenção à pronúncia dos ministros, para melhorar meu inglês, lembrei que sabia a tradução completa daquela música. E, enquanto ouvia, lembrei-me de que eu não tinha lido a Bíblia. Acendi a luz. Antes mesmo de começar a ler, aquela doce voz veio em minha mente com uma frase:
"NUNCA DESISTA DE FAZER LOUCURAS POR MIM, PORQUE EU NUNCA VOU DESISTIR DE FAZER LOUCURAS POR VOCÊ".

Após um estado de choque, fui ler a Bíblia:
"Que o Deus da esperança os encha de alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo" - Rm 15:3. Foi um dos primeros versículos que li. Enquanto isso, o CD já tocava "All for love". Eu queria que o senhor Valmir estivesse no meu quarto, naquele momento.

Então eu disse a Deus: "eu não vou desistir". E enquanto pensava no que iria fazer na próxima semana, peguei meu caderno do ursinho Pooh, minha caneta cor-de-rosa e comecei a escrever...

terça-feira, agosto 14, 2007

Oremos


Precisamos orar uns pelos outros. Precisamos seguir o modelo da comunhão registrada em Atos:

"Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às ORAÇÕES. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos. (...) Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles. Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda, e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um" At 2:42-47, 4:32-35

Muitas coisas lindas poderiam ser ditas sobre esse texto. Mas pretendo enfatizar a oração e a preocupação que os cristãos primitivos tinham uns com os outros (e, por primitivos me refiro a primeiros e não atrasados, porque temos muito a aprender com eles).

Os discípulos de Jesus se dedicavam à oração. A oração é fundamental para a vida do cristão e é de suma importância que oremos uns pelos outros. Isso faz parte da comunhão, de ajudar uns aos outros. Com a vida corrida que levamos acabamos por esquecer de nossos amigos, preocupados com nossos próprios problemas, esquecemo-nos de orar para que Deus dê alívio para os nossos companheiros. Não podemos deixar isso acontecer em nosso meio. O objetivo de uma célula, também conhecida em nossa igreja como grupos de COMUNHÃO, é justamente a comunhão. É a oportunidade que temos de compartilharmos uns com os outros as dificuldades cotidianas, não expor nossa vida para o grupo todo,mas só o fato de contarmos nossa semana e algumas de nossas lutas e vitórias já significa muito, momento de chorarmos juntos, de cantarmos juntos. Precisamos orar mais uns pelos outros. Quando oramos em grupo, Jesus se faz presente em nosso meio (Mt 18:20). Oremos também em casa,no serviço, na faculdade, na escola. Oremos!!

É uma mensagem simples, apenas para refletirmos mais sobre nossas vidas de oração enquanto grupo e também para avaliarmos se estamos vivendo realmente em comunhão.

Que Deus abençoe a todos

Dani=)


Texto publicado no blog da célula V.I.P.S. (http://celulavips.blogspot.com) em 15/04/07

sexta-feira, abril 27, 2007

Simples assim


Nós temos a mania de complicar muito nossas vidas, especialmente quando começamos a crescer. Os estudos tomam conta dos nossos seres de forma tão incrível que não recorremos mais ao simples e óbvio. Para muitas coisas na vida isso é extremamente necessário, mas quando se trata de vida espiritual deveríamos ser como meu irmão, numa cena que presenciei ontem à noite.
Irei resumir a história. Na quarta-feira,25,o cachorro da casa da minha tia fugiu sem ninguém perceber. Todos ficaram tristes, tem 10 anos que ele vive conosco (vivo numa casa de dois andares, a de baixo é da minha tia), mas ninguém ficou tão abatido quanto meu irmão. Ontem não estava passando muito bem, então pedi a ele que lesse a Bíblia pra mim, em voz alta, e que antes fizesse uma oração. Aqui está ela: "Meu Deus e meu Pai, abençoe pra que eu entenda sua palavra, letra por letra, vírgula por vírgula, abençoe meu pai, minha mãe, a Dani e eu. E traz o Tobi de volta. Em nome de Jesus, amém". Eu fiquei a pensar naquela oração por um longo tempo, quando ouço lá de baixo minha prima comemorando a volta do Tobi. Meu primo o achou e, veja só seu relato: "eu estava jogando videogame, quando algo me disse pra ir lá fora. Como estava no meio da partida, terminei, e quando fui lá fora, o Tobi estava lá. Eu então abri o portão e o coloquei pra dentro".
Devemos perder o medo de conversar com Deus, de sermos sinceros com Ele.Muitas vezes transformamos a oração num momento de puro tradicionalismo e religiosidade, e, na verdade, nem falamos com Deus nesse momento, apenas enchemos nossos egos, nos orgulhando de nossa cultura e erudismo. E quando o Papai não nos responde nos indignamos, dizendo que Ele se esqueceu de nós, nos abandonou, muitas vezes chegamos ao ponto de questionar nossa fé.
O problema está conosco, nós nos perdemos na religiosidade e colocamos a culpa em Deus. Ele quer nos ouvir chorando pedindo nosso cachorrinho de volta, e nós temos medo de expor nossas emoções para Ele, colocamos uma máscara e fazemos uma bela oratória, mas sem nada de emoção nela. Isso quando os afazeres da vida não nos deixa imóveis, mortos espiritualmente, e nem nos esforçamos pra orar.
Deus não acha nenhum pedido sincero bobo demais. As pessoas podem achar besteira "incomodar" Deus com nosso pequenos problemas, mas Ele adora nos ouvir. Ele é Pai, e tem prazer em atender nossas petições. Ele se delicia em olhar para o nosso rosto brilhando quando um sonho é realizado. O Seu maior prazer é nos ver felizes. E com isso não quero apoiar que seremos felizes sempre, pois provas se fazem necessárias e as tentações são reais, mas em tudo isso, "somos mais do que vencedores em Cristo Jesus, nosso Senhor".
Resumindo: o academicismo não faz de ninguém mais sábio, se não for acompanhado de humildade, fé em Deus e amor pelo mundo.
Para encerrar, deixo aqui a música de David Quinlan, que traduz tudo isso que tentei explicar aqui:
"Quero ser como criança
Te amar pelo que és
Voltar à inocência
E acreditar em Ti
Mas às vezes sou levado
Pela vontade de crescer
Torno-me independente
E deixo de simplesmente crer
Não posso viver, longe do Teu amor, Senhor
Não posso viver, longe do Teu afago, Senhor
Não posso viver, longe do Teu abraço, Senhor
Abraça-me
Com Teus braços de amor"
De alguém que prometeu pra Deus ser sempre a menininha dEle.

Veja mais em

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