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segunda-feira, maio 12, 2008

O cérebro não pode ser esquecido


A minha professora de Afasia* repete insistentemente: "alguns fonoaudiólogos trabalham a fala, a linguagem, a audição, trabalham a língua, os músculos, mas se esquecem que por trás disso tem um cérebro que comanda tudo".


Reconhecer o cérebro como comandante central das funções do corpo é tão importante quanto reconhecer que Deus é o comandante central do mundo (acho que este último é até mais importante, é fundamental) .

As pessoas pensam na vida, lutam por um emprego, sofrem com a violência, criam os filhos, estudam o dia inteiro, trabalham o dia inteiro, se divertem, e se esquecem de Deus. Só se lembram dele quando querem algum favor, ou quando algum trágico acontece, nesse último caso para culpá-lo dos problemas do mundo.

Toda essa desgraça que o mundo atual vive - violência, miséria, fome - provêm do pecado do ser humano.

Deus sofre tanto ou mais do que nós quando ele vê situações como o tão falado "Caso Isabella". Mas Ele ainda está no controle de tudo. Se o mundo ainda existe, é pela misericórdia dEle, porque se a situação é crítica com Ele no comando, seria infinitamente pior sem Ele. É o que as pessoas que não recebem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas enfrentarão no inferno.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” – João 3:16-18


* A afasia é uma deterioração da função da linguagem depois de ter sido adquirida de maneira normal e sem déficit intelectual correlativo. Caracteriza-se por dificuldade em nomear pessoas e objetos. Pode haver um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem. No extremo pode levar a mutismo ou a um padrão deteriorado de fala. O clínico especialista no terapia com pacientes afásicos é o fonoaudiólogo.

domingo, setembro 09, 2007

Eu quero ter um ano de idade


No desenvolvimento humano, aprendemos que “até os seis meses de idade, aproximadamente, um objeto deixa de existir para a criança quando sai de seu campo de visão. Aos 9-12 meses, a criança gradualmente desenvolve o conceito de permanência do objeto, ou a compreensão de que os objetos existem mesmo quando não são vistos.”
– [http://www.cro-pe.org.br/janabr2003/jan1.htm]

É muito comum ouvirmos a expressão “Deus sumiu” entre os cristãos, quando eles não vêem a ação direta e clara de Deus sobre as suas vidas. Eu ouvi hoje na célula essa frase, e logo me lembrei dessa etapa do desenvolvimento humano. Ao dizer que Deus sumiu porque não podemos ver sua ação estamos fazendo a mesma coisa que bebês de até seis meses de idade. Estamos dizendo que uma coisa existe apenas porque podemos comprovar com nossos olhos que elas existem. Não adquirimos a capacidade de discernir que mesmo que uma coisa saia do nosso campo de visão ela continua a existir.

Deus continua sendo Deus e continua a agir, independentemente se podemos enxergar isso ou não, é preciso um pouco de maturidade espiritual para nos convencermos disso. É muito comum que nos acreditemos nisso em todo o tempo, mas quando os problemas começam a surgir, então voltamos à antiga visão de que Deus sumiu porque não podemos ver sua ação.

Deus, dê-me graça para que eu possa te enxergar sabendo que o Senhor permanece Deus, ainda que tudo em volta diga o contrário. Ajude-me a saber que ainda está aí, e que eu continue confiando em Sua palavra, mesmo que eu não consiga sentir Tua presença ou viver uma experiência sobrenatural contigo. Ainda que eu não veja milagres e ache que minhas orações não passam do teto, que eu simplesmente saiba que continua existindo e que cuida de mim, não importa qual seja a situação.

Crianças de um ano de idade têm noção de permanência de objeto. Eis o motivo porque eu quero ter um ano de idade.

Soli Deo Gloria

terça-feira, junho 12, 2007

A coisa mais linda do cristianismo

"Muitas vezes pensamos que, quando terminamos de estudar o um, já sabemos tudo sobre o dois, porque 'dois é um mais um'. Esquecemos que ainda temos de estudar o 'mais'". -Sir Arthur Eddington.
Essa bela frase retrata, infelizmente, a situação de Igreja no mundo. Temos nos esquecido de nos unir, e também temos esquecido de ver que a diversidade é algo que faz do corpo de Cristo algo magnífico. Imagine como a Igreja seria chata e monótona se houvesse apenas uma teologia e apenas um modo de crer.

Estava refletindo um dia sobre "minha teologia" (tenho feito isso muito ultimamente) e vi que cada amigo meu, cada teólogo, cada religião crê em coisas diferentes acerca de pequenas doutrinas. Tenho meus amigos revoltados (estou crendo e pensando muito semelhantemente a eles) com a situação da igreja. Existem também os entusiastas que querem ganhar o mundo inteiro pra Jesus. Existem os evangélicos que acham que os católicos todos vão para o inferno. Existem também os católicos que acham que os evangélicos vão para o inferno. Há doutrinas diversas com as quais não concordo, e exitem doutrinas que eu creio que muitos outros acham que é pura mentira.

Mas o mais lindo de tudo, é que todos aqueles que são cristãos de verdade - independente de credo, denominação ou religião - TODOS, sem exceção, creêm na história de um Deus todo-poderoso que se fez um simples carpinteiro, alguém que foi e continua sendo rejeitado por tantos, um homem que sabia que os homens não se manteriam fiéis no que Ele ensinou, sabia que os homens se dividiriam em doutrinas e religiões, tinha plena consciência que expulsou os mercadores do templo, mas depois de um tempo eles voltariam, sabia que a ganância tomaria conta de muitos corações, que muitos tentariam comprar a própria salvação, que a graça seria ignorada por tantos outros, que os homens continuariam julgando uns aos outros e que tudo aquilo que ele ensinou no Sermão da Montanha seria desrespeitado tantas vezes, enfim, que sabia que mesmo salvos, pecadores continuariam pecando, mas mesmo assim não desistiu de se sacrificar na pior das mortes, não desistiu de sentir todo o peso dos pecados da humanidade inteira sobre seus ombros e com isso ser abandonado pelo próprio Pai, já que a sua santidade não O permitiria entrar em contato com o pecado, mesmo que fosse para salvar seu filho, seu único filho.

O que me emociona é que mesmo eu sendo quem eu sou - e Deus me conhece até melhor do que eu mesma - Jesus viveu, morreu e ressuscitou por mim e, mesmo que eu fosse a única pessoa a viver nessa terra, Ele não hesitaria em fazer tudo da mesma maneira.

A Igreja tem muitos erros a serem corrigidos. Cada cristão verdadeiro deve assumir sua própria culpa nesse processo e lutar para voltarmos àquilo que Jesus acreditava (e ainda acredita) ser possível quando criou a cada um de nós enquanto membros de um corpo: uma Igreja santa, que revela seu amor àqueles que precisam dele (e todos precisam).

sexta-feira, maio 11, 2007

Um dia de TODO-PODEROSO

"Se Deus me concedesse sua onipotência por 24 horas, vocês veriam quantas mudanças eu faria no mundo. Mas se Ele me desse também sua sabedoria, eu deixaria as coisas como estão" - J.M. Monsabre

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