Um dia estava com saudades de ouvir a música "Amor de Deus", da banda Fruto Sagrado, e coloquei no YouTube para eu ouvir enquanto fazia outras coisas na internet. Em determinado ponto resolvi ler os comentários dos vídeos e logo percebi que não deveria ter feito isso.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Sobre louvor e adoração
Um dia estava com saudades de ouvir a música "Amor de Deus", da banda Fruto Sagrado, e coloquei no YouTube para eu ouvir enquanto fazia outras coisas na internet. Em determinado ponto resolvi ler os comentários dos vídeos e logo percebi que não deveria ter feito isso.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
O diário de Lot - o grito dos desesperados (Parte II)
"O justo odeia a palavra de mentira, mas o ímpio faz vergonha e se confunde."
domingo, janeiro 24, 2010
sexta-feira, janeiro 22, 2010
A semana das tragédias
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Formatura
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Anotações de "O Jesus que eu nunca conheci"
"Tentou Jesus na parte boa do ser humano, sem o mal (...): usar uma coroa, mas não uma cruz (a tentação a que Jesus resistiu, muitos de nós, seus discípulos, ainda a desejamos)" - p. 74
"Começando com a tentação, Jesus mostrou relutância em torcer as regras da Terra" - p. 75
"Mas não houve livramento, nem milagre, nem alívio, nem um caminho sem dor. Para Jesus salvar os outros, bastante simples, não poderia salvar-se a si mesmo" - p. 76
"A bondade não pode ser imposta externamente, do alto para baixo; tem de crescer internamente, de baixo para cima" - p. 79
"Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado" - p.81
"A restrição de Deus cria oportunidade para os que se opõem a Deus" - p.82
"O verdadeiro salvador (...) não teve a compulsão de converter todo o mundo enquanto viveu ou de curar as pessoas que não estivessem prontas para a cura" - p.83
"[Jesus] Tinha uma paciência inexaurível com os indivíduos, mas não tinha paciência nenhuma com as instituições e com a injustiça" - p. 93
"O criador das nuvens de chuva estava sendo molhado pela chuva, o criador das estrelas estava com calor e suado, sob o sol da Palestina. Jesus sujeitou-se às leis naturais mesmo quando, até certo nível, vinha de encontro aos seus desejos. (...) Ele viveria e morreria pelas regras da Terra" - p. 96
"Era preciso 'fazer as contas dos gastos', disse Jesus, advertindo qualquer um que se atrevesse a segui-lo" - p. 102
"Interessante que os demônios nunca deixaram de reconhecê-lo [Jesus] como o 'santo de Deus' ou como o 'filho do Altíssimo'; eram os seres humanos que questionavam sua identidade" - p.103
"Quando viveu na terra rodeou-se de pessoas comuns que não o entendiam direito, não exerciam muito poder espiritual e às vezes se comportavam como alunos mal-educados" - p.106
"Como um sino tocando de outro mundo, a promessa de recompensa de Jesus proclama que, não importa a aparência das coisas, não há futuro no mal, apenas no bem" - p.119
"A dependência, a tristeza, o arrependimento, um anseio de mudar - estes são os portões para o reino de Deus" - p.122
"...a mudança moral não se realiza por meios imorais" - p.130
"Somos julgados pela justiça de Cristo que vive em nós, não a nossa justiça" - p.154
"A graça é para os desesperados, os necessitados, os quebrantados, os que não conseguem realizar nada por si mesmos. A graça é para todos nós" - p.156
"O sermão do monte nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância de alguma forma moderando suas exigências nos daz errar o alvo completamente" - p.156
"O legalismo, como os fariseus, vai sempre falhar, não porque seja severo demais, mas porque não é suficientemente severo" - p.156
"Os tapa-olhos teológicos não caem com facilidade" - p.183
"embora a fé possa possa produzir milagres, milagres não produzem necessariamente a fé" - p.183
"Jesus nunca encontrou enfermidade que não pudesse curar, defeito de nascença que não pudesse curar, defeito de nascença que não pudesse exorcizar. Mas encontrou céticos que não pôde convencer e pecadores que não pôde converter. O perdão dos pecados exige um ato de vontade da parte de quem recebe, e alguns que ouviram as palavras mais incisivas de Jesus sobre graça e perdão afastaram-se sem arrependimento" - p. 187
"embora Jesus gastasse mais tempo em questões como a hipocrisia, o legalismo e o orgulho não conheço nenhum ministério de televisão dedicado a curar esses problemas 'espirituais', mas conheço muitos que se centralizam em doenças físicas" - p. 188
"entretanto, é bom lembrar com que facilidade me sinto atormentado pelo mais leve ataque de sofrimento físico, e com que raridade me sinto atormentado pelo pecado" - p.188
"Ele estava trazendo uma mensagem dura de obediência e sacrifício, não um espetáculo de segunda categoria para basbaques e amantes de sensacionalismo" - p.190
"Judas não foi o primeiro nem o último a trair Jesus, simplesmente foi o mais famoso" - p.206
"Amarrado, rodeado de guardas armados, a própria figura do desamparo, Jesus parecia a figura menos messiânica de toda Israel" - p.211
"A religião, não a irreligião, acusou a Jesus; a lei, não a falta de lei, mandou executá-lo" - p.217
"O poder, não importa qual a sua boa intenção, tende a provocar sofrimento. O amor, sendo vulnerável, o absorve. Num ponto de convergência em uma colina chamada Calvário, Deus renunciou a um por causa do outro" - p.219
"Jesus conseguiu transformar um bando choroso de discípulos nada confiáveis em evangelistas ousados; onde homens o abandonaram na hora da morte morreram como mártires depositando a fé num Cristo ressurreto; esses poucos testemunhos conseguiram liberar uma força que venceria violenta oposição primeiro em Jerusalém e depois em Roma - essa sequência notável de transformação oferece a mais convincente evidência da ressureição. O que mais explicaria essa mudança incrível de homens conhecidos por sua covardia e instabilidade?" - p.231
"A Páscoa o torna [Jesus] perigoso. Por causa da Páscoa tenho que ouvir suas extravagantes reivindicações e não posso mais selecionar e escolher entre as suas palavras" - p.242
"Nada agradou Jesus mais do que os sucessos dos seus discípulos; nada o perturbou mais do que os seus fracassos" - p.243
"O tempo todo [Jesus] planejava partir a fim de executar o seu trabalho em outro corpo. O corpo deles. O nosso corpo. O novo corpo de Cristo" - p.244
"Subindo ao céu, Jesus assumiu o risco de ser esquecido" - p.247
"Se não podemos detectar a presença de Deus no mundo, pode ser que tenhamos procurado nos lugares errados" - p.249
"Quando Jesus partiu, deixou as chaves do reino em nossas mãos desajeitadas" - p.251
"Como poderia um grupo de homens e mulheres nada santos constituírem o corpo de Cristo? Respondo com uma pergunta diferente: como pode um homem pecador, eu mesmo, ser aceito como filho de Deus? Um milagre torna possível o outro" - p.253
"Toda a natureza humana resiste vigorosamente à graça, porque a graça nos modifica, e a mudança é dolorosa" - Flannary O' Connor - p.254 (respondendo uma carta de um leitor)
"Os judeus desejavam o que as pessoas sempre desejaram de um reino visível: um frango em cada panela, emprego certo, um excército forte para deter os invasores. Jesus anunciou um reino que significava negar-se a si mesmo, assumir uma cruz, renunciar às riquezas, até mesmo amar seus inimigos. Conforme ele o comentava, as expectativas das multidões se esfarelavam" - p.260
"As questões que confrontam os cristãos numa sociedade secular devem ser encaradas, discutidas e legisladas, e uma democracia dá aos cristãos todo o direito de se expressarem. Mas não nos atrevemos a investir tanto no reino deste mundo que negligenciemos nossa tarefa principal de apresentar as pessoas a um tipo diferente de reino, fundamentado apenas na graça e no perdão de Deus" - p.266
"Quando Jesus vivia na terra fez os cegos verem e os alejados andarem; ele vai voltar para governar num reino que não terá mais enfermidades nem incapacidades. Na terra ele morreu e ressuscitou; na sua volta, a morte não existirá mais. Na terra ele expulsou demônios; na sua volta, ele destruirá o maligno. Na terra, ele veio como um bebê nascido numa manjedoura; ele vai voltar na figura deslumbrante descrita no livro de Apocalipse. O reino que ele iniciou na terra não foi o fim; apenas o começo do fim" - p.273
"Percebo, ao olhar para a vida de Jesus, como nos distanciamos do equilíbrio divino que ele estabeleceu para nós. O homem de Nazaré era um amigo dos pecadores, mas sem pecado, um padrão que deveria nos convencer das duas coisas" - p.281
"Ou Ele [Jesus] era o Filho de Deus enviado para salvar o mundo um um impostor que merecia ser crucificado. O povo do seu tempo entendeu a escolha binária de maneira exata" - p.285
"O que adianta orar se Deus já sabe todas as coisas? Jesus silencia tais questões: ele orou, por isso também devo orar" - p.286
"Jesus é o filho pródigo do pai pródigo que deu tudo o que o Pai lhe tinha confiado para que eu pudesse me tornar como ele e voltar com ele para a casa de seu Pai" - Henri Nouwen - p.290
"A história de Jesus é a história de uma celebração, uma história de amor. Acarreta sofrimento e decepção, sim, para Deus como também para nós. Mas Jesus personifica a promessa de um Deus que não medirá esforços para nos trazer de volta. Não foi a menor das realizações de Jesus ele nos ter feito de alguma forma amáveis para Deus" - p.291
" '(...) Em nenhum outro livro de nossa cultura podemos encontrar um gráfico mais explícito de nossa necessidade, esse incrível e imenso arco brilhante: frágeis criaturas feitas pela mão de Deus, arremassadas no espaço, depois apanhadas finalmente por um homem de certa forma como nós mesmos" - Reynolds Price - p.291
"A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que exigiu" - Pascal - p.291
"O filho de Deus teve de encontrar-se com o mal pessoalmente de um modo em que a divindade perfeita jamais a havia antes encontrado. Ele teve de perdoar o pecado assumindo o nosso pecado. Teve de derrotar a morte morrendo. Teve de aprender a simpatizar com os seres humanos tornando-se um deles" - p. 295
"A cruz representa para nós as profundas verdades que não fariam sentido sem ela. A cruz dá esperança quando não há esperança (...). Aquelas mesmas coisas que nos fazem sentir insuficientes, que espoliam a esperança, são as que Deus utiliza para realizar a sua obra. Para ter a prova, olhem para a cruz" - p.295
"Nada - nem mesmo o assassinato do Filho do próprio Deus - pode acabar com o relacionamento de Deus com os seres humanos. Na alquimia da redenção, esse tão infame crime transforma-se em nossa força curadora" - p.296
"Deus chora conosco para que possamos um dia rir com ele" - Jurgen Moltmann - p.296
"Os discípulos que viveram os dois dias, a sexta-feira e o domingo, nunca mais duvidaram de Deus. Aprenderam que, quando Deus parece mais sem força, pode ser mais poderoso, quando Deus parece mais morto, pode estar voltando à vida. Aprenderam a nunca mais pensar que Deus está vencido" - p.297
terça-feira, janeiro 19, 2010
Um sistema perfeito
segunda-feira, janeiro 18, 2010
O diário de Lot - o grito dos desesperados
domingo, janeiro 17, 2010
Em [re]construção
Repararam que no meu cronograma não previ nada para o fim de semana? É que é pra ser meu momento espontâneo, às vezes publicar algo urgente ou sei lá, só publicar.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Cronograma do blog
Segunda-feira: Dia do ''Diário de Lot'' - eu estou com saudades dele, e vocês?
Terça-feira: Dia de postagem reflexiva, normalmente sobre textos da Bíblia
Quarta-feira: Dia de ''Anotações de...'' - espaço dedicado às anotações que faço dos livros que eu leio.
Quinta-feira: Dia de postagem sobre o cotidiano. Ainda definindo títulos, mas as ''Crônicas do coletivo'' estão inseridas aqui e comentários sobre futebol também.
Sexta-feira: Dia de comentário retrospectivo sobre as notícias da semana (Novo!!)
Bem, é isso.
Enjoy it.
God bless you!
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Expectativas de ano novo
Então fui passar o reveillon num sítio de uns amigos e foi quando tudo mudou. Não vi nenhum anjo, ouvi uma voz no trovão não, nada disso. Vi e ouvi Deus como costuma acontecer sempre comigo. Observando as coisas simples da vida.
Acreditei que a situação difícil iria mudar quando vi a corrente das águas do rio.
Senti que tinha esperança quando acordei com o canto dos pássaros.
Vi que meus sonhos para esse ano não tinham acabado quando conversei com uma jovem apaixonada.
Um ano com grandes expectativas exigem muito trabalho, eu sei, mas agora eu tenho pelo que batalhar.
Não sei como será esse ano, não sei se meus sonhos vão ser realizados, se vou conseguir concretizar meus planos.
Só sei que enquanto eu ouvir o som dos pássaros e apreciar a brincadeira das crianças eu vou acreditar que as coisas vão ser diferentes.
Esse ano as coisas vão ser diferentes. E vocês vão conferir isso em dezembro, quando eu escrever a retrospectiva.
Fiquem com Jesus =D
terça-feira, dezembro 29, 2009
Uma questão de honra?
quarta-feira, outubro 07, 2009
A vida dos sonhadores

Os sonhadores, ao meu ver, são aqueles que costumam sonhar um pouco além, um pouco mais alto do que a maioria das pessoas.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Loucos por Jesus 2009

O evento mais pirado do mundo cristão está de volta em mais uma edição que promete muito!!
quinta-feira, setembro 10, 2009
O protestantismo atual
quinta-feira, agosto 27, 2009
Compaixão cristã
A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios. Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes, são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.
Ou seja, compaixão não é sentir pena, é agir em busca de minimizar o sofrimento do outro. Foi isso que Jesus quis nos ensinar com a parábola do samaritano. O samaritano não viu quem estava sofrendo, ele simplesmente ajudou. Muitas vezes acontece hoje nas igrejas a mesma coisa que aconteceu aos religiosos. Por julgar demais quem está sofrendo, deixamos de ajudar aquela pessoa.
Todos nós somos pecadores, mas aqueles de nós que somos cristãos experimentaram a graça de Jesus que nos libertou da escravidão do pecado. E catástrofes e tragédias também atingem todo ser humano. Muitas vezes, ao demonstrar compaixão para com aqueles que estão sofrendo, e não julgando o motivo pelos quais eles estão passando por isso, podemos tornar possível que eles experimentem da mesma graça que nós já desfrutamos.
O meu desejo é que eu possa ser mais parecida com aquele samaritano do que com os religiosos da história. Afinal de contas, o que colocou o cristianismo em prática foi o primeiro, e não os últimos.
terça-feira, agosto 25, 2009
Seria a oração um sacrifício?

É comum ouvirmos em reuniões evangélicas que "temos que pagar um preço de oração" por alguma coisa.
sexta-feira, agosto 21, 2009
Precisamos de mais Pedros
"Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro e disse: 'Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo'. Pedro respondeu: ' Pereça com você o seu dinheiro! Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado." - At 8:18-23
Pedro foi um exemplo de líder cristão. Ele não era perfeito, como ninguém é. Todos se lembram de que foi ele quem negou a Jesus por três vezes. Além disso, foi acusado de dissimulação por Paulo (Gl 2:11-15). Mas é inegável a influência que ele teve na igreja primitiva. É inegável também sua determinação em cumprir a vontade e o chamado de Deus para sua vida. Ele se arrependeu profundamente de ter negado a Jesus e, com isso, foi instrumento de Deus para salvar, curar e transformar milhares de vidas.
No episódio descrito em Atos 8:9-25, ele tinha sido enviado junto com João para orarem pela igreja recém formada em Samaria, para que estes recebessem o Espírito Santo. Simão, um mago local que havia perdido prestígio devido a essa conversão dos samaritanos, vendo que o poder era dado pela imposição de mãos dos apóstolos, lhes ofereceu dinheiro para que tivesse o mesmo dom. Pedro o repreendeu severamente, como pode-se conferir no trecho citado.
Como precisamos de mais "Pedros" nos dias de hoje! Afinal, quantos são os que tentam barganhar com Deus um dom espiritual mais "visível", como o de profecia ou o de falar em línguas? E quantos são aqueles que tentam transferir seu status social para dentro da igreja (e, infelizmente, muitos os que conseguem)?
Precisamos de líderes cristãos que tenham a coragem de repreender essas pessoas como Pedro o fez. Líderes que reconheçam sua condição imperfeita de seres humanos, mas que nem por isso deixem de dizer o que tem que ser dito.
Pessoas como Simão buscam principalmente a fama, e acabam por corromper grande parte daqueles que se deixam influenciar por eles. Por isso precisamos de líderes que não deixem esse tipo se infiltrar em nosso meio. Precisamos de líderes como Pedro - humanos e exemplares.
quarta-feira, agosto 19, 2009
A fidelidade de Daniel
A história de Daniel sempre me fascinou, desde que a ouvi pela primeira vez, na escola bíblica dominical infantil da qual eu participava.
Daniel foi um jovem exemplar, e podemos ver isso logo no início do livro que conta sua história, quando ele "não quis se contaminar com as finas iguarias do rei" (Dn 1:8). Ele continuou sendo exemplar durante sua vida toda e, por tantas qualidades, o rei planejava colocá-lo à frente de todo o império (Dn 6:3).
Duas coisas me deixam chateada nos dias de hoje, e talvez uma seja consequência da outra.
A primeira é que o livro de Daniel não é mais pregado nas igrejas. No máximo as crianças sabem superficialmente a história dos três amigos na fornalha e a história de Daniel na cova dos leões.
A segunda coisa é que, num mundo onde quem se destaca na maior parte das vezes não é o mais "fiel, não desonesto e não negligente", e sim o mais astuto e que consegue ter vantagem tirando proveito dos outros, os cristãos estão se amoldando aos padrões mundanos, ao contrário de seguirem o exemplo de Daniel.
Às vezes fico pensando se eu estivesse no lugar de Daniel. Será que os invejosos sátrapas e supervisores conseguiriam achar algum motivo para me acusar ou eu seria tão irrepreensível quanto Daniel e eles teriam que recorrer a acusações contra minha fé? E será que minha fé seria tão marcante quanto a dele?
Sinceramente admito que peco por negligência às vezes, e não tenho certeza de que minha fé possa se equiparar à de Daniel.
Toda vez que leio esse livro me sinto desafiada a melhorar, tanto na minha vida pessoal quanto na minha vida espiritual. E é por isso que fico chateada quando vejo que ele está sendo deixado de lado nas pregações contemporâneas. E é por isso também que quis compartilhar esse texto.
Para encerrar, deixo aqui um trecho da música Daniel, da banda Resgate, que resume bem o caráter de Daniel:
Se prostrar todo dia
E provar ser fiel
Ser lançado na cova
Sair ileso como Daniel
Que Deus nos dê a graça de sermos parecidos com ele.
segunda-feira, agosto 17, 2009
O diário de Lot - Os poderosos
"Pois convinha que aquele, para quem são todas as coisas e por quem todas existem, conduzindo à glória muitos filhos, aperfeiçoasse pelos sofrimentos ao autor da salvação deles."