segunda-feira, maio 12, 2008

O cérebro não pode ser esquecido


A minha professora de Afasia* repete insistentemente: "alguns fonoaudiólogos trabalham a fala, a linguagem, a audição, trabalham a língua, os músculos, mas se esquecem que por trás disso tem um cérebro que comanda tudo".


Reconhecer o cérebro como comandante central das funções do corpo é tão importante quanto reconhecer que Deus é o comandante central do mundo (acho que este último é até mais importante, é fundamental) .

As pessoas pensam na vida, lutam por um emprego, sofrem com a violência, criam os filhos, estudam o dia inteiro, trabalham o dia inteiro, se divertem, e se esquecem de Deus. Só se lembram dele quando querem algum favor, ou quando algum trágico acontece, nesse último caso para culpá-lo dos problemas do mundo.

Toda essa desgraça que o mundo atual vive - violência, miséria, fome - provêm do pecado do ser humano.

Deus sofre tanto ou mais do que nós quando ele vê situações como o tão falado "Caso Isabella". Mas Ele ainda está no controle de tudo. Se o mundo ainda existe, é pela misericórdia dEle, porque se a situação é crítica com Ele no comando, seria infinitamente pior sem Ele. É o que as pessoas que não recebem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas enfrentarão no inferno.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” – João 3:16-18


* A afasia é uma deterioração da função da linguagem depois de ter sido adquirida de maneira normal e sem déficit intelectual correlativo. Caracteriza-se por dificuldade em nomear pessoas e objetos. Pode haver um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem. No extremo pode levar a mutismo ou a um padrão deteriorado de fala. O clínico especialista no terapia com pacientes afásicos é o fonoaudiólogo.

domingo, maio 11, 2008

Homenagem à melhor das mães


"Mãe é mãe", diz o ditado batido que todo mundo sabe se tratar de uma verdade universal.
Verdade porque mãe é aquela que te carrega no ventre por 9 meses (às vezes menos, quem sabe mais)
Verdade porque ela sofre para você nascer e sofretambém depois que você nasceu.
E verdade também porque, por mais que os tempos tenham mudado, ela ainda é aquela que te cria, que te acompanha, que escuta seus problemas, que te dá conselhos, que fica encabulada de conversar determinados assuntos, que ouve xingo da professora por mau comportamento seu e etc.

As mães tem dois dons universais:
* o de saber sempre o que você pensa e o que você fez de errado (por mais que pensemos o contrário);
* o de amar o filho de tal forma que seria capaz de matar e morrer por ele.

Existem vários tipos de mães:
mães aventureiras, mães medrosas,
mães que estudaram demais e outras que nem estudaram,
mães descoladas, mães caretas,
mães que gostam de beijar o tempo todo, e mães que odeiam que fiquem encostando nelas o tempo todo,
mães que são muito bravas e mães que são muito liberais
e a lista continua sem fim, porque mãe é indefinível, é multiplicidade. É amor incondicional.

De todos os tipos de mães, o meu tipo preferido é aquela que nos ouve quando nós nem queremos falar (e às vezes nem precisamos falar para que ela escute!),
Aquela que luta com garra pela vida, pela família.
Aquela que abriu mão de muita coisa, apenas pelo prazer de ser chamada de mamãe.
Aquela que é a melhor cozinheira do mundo inteiro, da galáxia inteira, de todo o universo.
Aquela que é a melhor amiga dos filhos, com quem eles sempre podem contar.
Aquela que adora se arrumar toda, mesmo que seja só para ir à padaria.
Aquela que briga com a gente à toa, mas que nos defende quando todos estão contra nós.
Aquela que é mil e uma utilidades, sabe fazer tudo e mais um pouco.
Aquela que ama a Jesus, e que por atos e palavras, fazem a gente amá-Lo cada vez mais.
Infelizmente (para vocês leitores), essa mãe já é casada e tem dois filhos.
O nome dela é Carmen.
Feliz dia das mães mamãe!!
"Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera" - Pv 31:29

segunda-feira, março 24, 2008

Perdoa-me Pai



Perdoa-me Senhor por tantas vezes que fui hipócrita,
dizendo que era totalmente louca pelo Senhor sendo que não vivi isso tão verdadeiramente
Perdoa-me por tantas promessas não cumpridas,
tantos pecados não confessados.
Perdoa-me por ter criticado tantas vezes sem agir,
sem fazer nada para mudar a situação.
Perdoa-me por ter sido influenciada por idéias erradas,
por ter influenciado erradamente algumas pessoas.

Perdoa-me Senhor pelas vezes em que deixei de falar do seu amor,
mesmo tendo instruções claras para fazer isso,
e mesmo sabendo como é bom o seu amor.
Perdoa-me pelo egoísmo, por não me importar com os problemas alheios,
tantas vezes.
Perdoa-me pelo orgulho,
mesmo sabendo que faço tão pouco pelo Senhor, ainda ousei orgulhar-me de alguns feitos.
Perdoa-me por não viver tão intensamente pelo Senhor quanto deveria,
e por me esquecer do valor do seu sacrifício na cruz.
Perdoa-me por não ter aberto mão de todas as minha vontades,
e por não estar disposta a me sacrificar como deveria.
Perdoa-me pela indiferença,
que tantas vezes ocorre na minha vida.
Perdoa-me pela única coisa constante na minha vida: a inconstância,
que parece ser eterna.
Perdoa-me por tantos pecados que achei insignificantes,
por ter atribuído valor ao pecado.
Perdoa-me por julgar mal as pessoas,
por não confiar em você.
Perdoa-me pai, são incontáveis os pedidos de perdão que tenho que fazer, mas eu sei que o Senhor me perdoará, pois é sincero meu arrependimento, e o Senhor é misericordioso.
Amém

domingo, fevereiro 17, 2008

Dados históricos do SPFC



Estava com saudades de publicar algo a respeito do meu time do coração, então achei esses dados históricos, achei bacana e estou postando agora (argh! gerundismo!!) :

SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

Fundação: 16 de dezembro de 1935

Uniforme: Camisa branca com lista tricolor (vermelho, branco e preto) horizontal, calção e meias brancas

Títulos: Mundial Interclubes (1992, 1993 e 2005), Copa Libertadores da América (1992, 1993 e 2005), Recopa Sul-Americana (1993 e 1994), Supercopa da Libertadores (1993), Copa Conmebol (1994), Campeonato Brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006 e 2007), Torneio Rio-São Paulo (2001) e Campeonato Paulista (21 vezes: 1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000 e 2005).

Maiores ídolos: Arakén, Friedenreich, Sastre, Teixeirinha, Leônidas da Silva, Bauer, Benê, Rui, Friaça, De Sordi, Gino, Mauro Ramos, José Poy, Zizinho, Bellini, Canhoteiro, Dino Sani, Toninho Guerreiro, Roberto Dias, Gérson, Pedro Rocha, Marinho Chagas, Valdir Peres, Zé Sérgio, Serginho Chulapa, Oscar, Dario Pereyra, Pita, Gilmar, Careca, Müller, Silas, Ricardo Rocha, Telê Santana, Zetti, Cafu, Leonardo, Raí, Toninho Cerezo, Rogério Ceni, Kaká, Lugano, Cicinho e Mineiro.

Site oficial: http://www.spfc.com.br/

Estádio: Morumbi

Inauguração: 1960

Capacidade: 80 mil

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O ensino plural e a Igreja atual


"O Programa Escola Plural (proposta político-pedagógica apresentada, em fins de 1994, pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte - SMED) altera radicalmente a organização do trabalho escolar com a instituição de novos tempos escolares tanto para os professores quanto para os alunos. Propõe o rompimento com os processos tradicionais e tecnicistas de ensino, que se baseiam na concepção cumulativa e transmissiva de conhecimentos; a eliminação dos mecanismos de reprovação escolar próprios da concepção seletiva e excludente de avaliação do ensino, faz críticas às relações unidirecionais em que apenas o professor avalia e tem esse poder e introduz, neste sentido, uma nova relação educativa onde todos avaliam todos. O Programa propõe modificar a relação dos sujeitos com o conhecimento, buscando novos significados para o conteúdo escolar numa perspectiva globalizadora e transdisciplinar."(1)

Esse foi um conceito mais formal que encontrei sobre a definição de escola plural. Na minha concepção, a escola plural nada mais foi do que uma estratégia para que Belo Horizonte ficasse reconhecida como "a cidade com mais crianças na escola - e aquela em que menos alunos repetem o ano".

O perigo dessa proposta é que as crianças realmente avançam as séries, porém, sem qualidade nenhuma. Conheço casos de alunos que chegaram à oitava série sem nem ao menos conseguir ler satisfatoriamente.

Sem um sistema que avalie (verdadeiramente) os alunos, sem reprovações, os alunos simplesmente se desinteressam pela educação, afinal, quer eles se esforcem para aprender, quer não, eles irão avançar para a próxima série e irão adquirir seu diploma.

Todos nós precisamos de alguém que nos lidere, que diremos então de crianças e adolescentes - no auge de seu desenvolvimento? Sem um líder podemos achar que mandamos em todos, e que temos direitos iguais aos de todos (mas queremos apenas os deveres que nos são convenientes).

Bem, até aí não há nenhuma novidade, mas o que isso tem a ver com a igreja atual (vocês me perguntam)?

Tem a ver, porque atualmente impera a teologia da prosperidade, onde praticamente nós nos tornamos deuses e temos direitos iguais aos de Deus.

Tem a ver, porque como deuses nós nunca somos reprovados, Deus nunca nos diz não, porque se disser nós nos afastamos dEle.

Tem a ver, porque se seguirmos a vontade de Deus ou não, Ele é misericordioso, e não nos mandará para o inferno por alguns errinhos não confessados.

Tem a ver, porque as pregações sobre bênçãos terrenas e prosperidade financeira lotam os templos, e ajudam os evangélicos a subir de número nas pesquisas.

Tem a ver porque excluimos o que é tradicional e correto, em trocas de ilusões agradáveis.

Só não tem a ver, porque depois de alguns anos foi comprovado que o ensino plural falhou e agora as escolas da prefeitura podem reprovar os alunos que não alcançarem a média estabelecida...

... e ainda não acabou a onda nas igrejas de "Deus tem que nos dar, somos filhos dele, herdeiros reais e blábláblá".

Obviamente, existem exceções. Meu pai, professor da prefeitura, recebe, com orgulho, notícias de ex-alunos aprovados no vestibular, em bons empregos, bem-sucedidos.

Assim também, há aquelas igrejas em que o cristianismo é mais pregado, e há pessoas interessadas em seguir os passos de Jesus (ainda que nada tenham nessa terra).

Infelizmente, esses exemplos ainda são exceções, e não regras.

Será que vamos ter que continuar produzindo "analfabetos cristãos" em massa, e ver que o fracasso está exposto demais, para tomarmos uma atitude e mudarmos de postura?

Eu sinceramente espero que não.


(1) Extraído e adaptado do site http://www.fae.ufmg.br/escplural/oqueescolaplural.htm

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

A pregação...




"E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês." - I Coríntios 2:3

Li esse texto em um de meus devocionais, e me lembrei do dia em que compartilhei da Palavra com meus irmãos, na vigília de Janeiro.
Faço minhas essas palavras do apóstolo Paulo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Saudade

Para meu primo, Thiago, que está nos Estados Unidos

Saudade, é uma palavra difícil de definir, fácil de sentir.
Difícil de definir porque saudade é boa e ruim ao mesmo tempo.
Boa, porque nos remete a lembranças de uma pessoa querida, de lugares bacanas, de momentos inesquecíveis.

Ruim, porque ela dói.
Dor que não chega a ser física -mas é quase.
E nos lembra que estamos longe de alguém, de um momento, de um lugar.
A saudade é pior ainda quando é saudade de quem não volta mais.
Porque saudade de quem está longe a gente cura quando revê (e volta a sentir quando não vê mais).
Mas saudade de quem já se foi nunca mais se cura.

Saudade vai, saudade vem.
Na verdade saudade existe até quando alguém não está tão longe assim.
Saudade é tão difícil de definir, que só existe em português, e em língua nenhuma mais.

Saudade é fácil de sentir.
Quem nunca sentiu saudade?
Todo mundo já sentiu.
Saudade é universal.

Até Deus sente saudades de nós.
E nós (mesmo sem saber ás vezes) sentimos saudades dele.
São as saudades originais de todo ser humano.
Acho que foi daí que surgiu a saudade.


Saudade não é doença, mas dói.
Saudade não é cura, mas consola com suas lembranças.
Saudade, saudades, eternas ou temporárias saudades, não importa.
Saudade é isso - e apenas isso - saudade.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Azuis


Disse um astronauta
Que a Terra é azul.
Então, azul na Terra
Não falta.

Manhãs são azuis,
Assim com azuis
São as almas.
As pétalas das flores raras,
Assim como azuis
São os olhos de muitas caras.

Talismãs são azuis,
Assim como azuis são os mares,
A leveza azul de um véu,
Assim como azuis
São as roupas do céu.

Azul, azul, azuis.
Balas de anis, água de piscina,
Calça jeans, luz de televisão,
Penas de gralha, canto de azulão.

Azul, por que você
É tão querido?
Menino quer bicicleta azul,
Menina quer azul
Em seu vestido.

Manhãs são azuis,
Assim como azuis
São as noites de Natal,
Assim como deve ser
Azul
A cor do bem
Que luta contra o mal.

[Lalau e Laurabeatriz. Uma cor, duas cores, todas elas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997.]

OBS: Achei esse poeminha enquanto lia os textos do livro de Português de 5ª série do meu irmão (meu Deus, meu irmão já está na quinta série!!). Achei o poema perfeito para expressar porque o azul é tão...
...azul.
=)

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Tributo ao meu avô


Meu avô não foi o tipo de cara que você veria estampado na capa da revista que prestigia as 100 pessoas mais influentes do mundo, você nunca o veria dando uma entrevista para a televisão, nem dando palestras por aí. Ele cursou até a quarta série do ensino fundamental. Em sua época de escola, somente os muito ricos passavam dessa fase.

Mas muitas das maiores lições que aprendi nessa vida foram-me ensinadas por ele.

O senhor José Nogueira me ensinou o valor da família. Não podemos desperdiçá-la. Ele nunca foi aquele avô que ficava apertando e abraçando os netos o tempo inteiro. Mas nunca vi alguém que cativasse as crianças mais do que ele. Ele me passou o dom de entender e expressar os sentimentos sem palavras, só pelo olhar.

Vovô me ensinou que se a vida não é fácil, nós é que temos que lutar para podermos vencer. Meu avô trabalhou por mais de 40 anos numa mesma gráfica. Quando ele se aposentou legalmente, trabalhou por mais vários anos. E mesmo quando parou, ele continuava fazendo coisas em casa que eu, se não convivesse com ele, nunca acreditaria que um senhor de 80 conseguisse fazer. Ele cozinhava maravilhosamente, e sempre foi um bom amigo do garfo. Nunca precisamos de alguém para consertar coisas estragadas, ele resolvia tudo. Ia ao supermercado todos os dias, e freqüentava o centro regularmente. Ele me levava a médicos, dentistas e outros, de ônibus, quando não tinha ninguém que pudesse me levar.

Ele me ensinou a ter gosto pela vida. Ele sempre foi apaixonado pela vida. Era visível. Ele curtia a vida com 80 anos como se tivesse 20. Ele nunca desistiu de viver, até os últimos dias da vida dele, ele lutou.

Eu sempre sentirei muitas saudades dele, e não foram poucas as lágrimas que derramei para escrever isso. Mas ele sempre nos pedia que quando ele morresse, nós fizéssemos uma festa e soltássemos foguetes. Eu sempre achei que jamais ia superar a morte dele. Mas o motivo que me faz continuar vivendo e acreditando que viver vale a pena, não é simplesmente o exemplo do grande homem que foi meu avô. Meu avô me ensinou a tomar decisões corretas, mesmo no fim de sua vida. Eu poderia dizer muito mais a respeito dele, mas...

...“Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus que os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito:
‘Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos consideradas como ovelhas ao matadouro.’
Mas, em todas essas coisas somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Meu avô está morto há 15 dias. Antes de morrer ele declarou não menos que três vezes que Jesus Cristo era o Senhor e Salvador de sua vida. Ele está num lugar bem melhor que todos nós agora.

Mas, apesar do nome do post, e das lembranças, não escrevi isso tudo com o objetivo de fazer uma simples menção à pessoa maravilhosa que vovô foi. É meu último post esse ano. Eu normalmente escreveria minha retrospectiva, mas posso resumi-la no que escrevi. Esse foi um ano de aprendizados, em todas as áreas da minha vida. Eu sou grata a Deus por isso. Por poder crescer, através de todas as dificuldades e vitórias que tive esse ano.

Eu queria que você leitor do TrintaeTrês, refletisse sobre sua própria vida, sem se deixar levar pelas emoções que esse texto talvez tenham produzido em você. O natal passou, um novo ano se aproxima. Você que tem 15, 20, ou 80 anos, estará vivo amanhã? Não é sensacionalismo o que quero criar, apenas pense, como diria minha mãe, “para morrer basta estar vivo”. Desde o instante em que você nasceu você está morrendo. Sua vida tem valido a pena? Você está realizando os seus sonhos, fazendo planos, sendo justo?

Eu posso dizer de mim mesma que tenho deixado a desejar. Aliás, de todas as lições que vovô me ensinou, não há nenhuma em que eu esteja satisfeita. Se algum dia eu chegar aos 80 anos (quase 81), eu tenho muito a melhorar. Se eu morrer agora, eu tenho muito a melhorar.
Vou resumir meus pensamentos, porque o texto já está muito grande:

Meu avô foi um herói. Jesus é o cara.

Meu avô viveu uma vida digna. Jesus viveu uma vida perfeita.

Meu avô sofreu com essa maldita doença, o câncer. Jesus foi maltratado e torturado até a morte.

Meu avô me amou desde o meu nascimento. Jesus me ama mesmo antes de eu vir ao mundo.

Meu avô vivia por sua família. Jesus morreu pela humanidade.

Eu amarei pra sempre meu avô. Eu sempre serei louca, apaixonada e desesperada por Jesus.

José Nogueira *18-12-1926 +15-12-2007

terça-feira, novembro 20, 2007

Outro Deus (parte 2)

por ed. René Kivitz

Chegou a minha vez de dizer que “Deus morreu, vocês mataram Deus”. Sei dos riscos. Dizem que gato escaldado tem medo de água fria. Mas alguns gatos não se dão por vencidos. Aliás, dizem também que gatos têm sete vidas. Que seja.

Tudo bem, posso atenuar um pouco, respeitando as pessoas que me querem bem e temem por mim. Temem que eu me comprometa em lutas quixotescas. Temem as retaliações que possa sofrer. E, na verdade, temem que eu perca o juízo e a fé. Nesse caso, dou um passo atrás e digo que um deus morreu em mim. E nasceu outro, que me seduziu com amor eterno. Por Ele me apaixonei.

O deus que morreu foi exaltado na sub-cultura da religiosidade evangélica brasileira. Basicamente, era um deus que (1) vivia de plantão para me poupar de qualquer tragédia, evitar meus sofrimentos, e abreviar as situações que me trariam qualquer desconforto; (2) prometia satisfazer não apenas minhas necessidades, mas também meus desejos; (3) estava comprometido a me favorecer em todas as minhas demandas contra os pagãos; (4) compensava minhas irresponsabilidades e ignorâncias em troca de minha fé; (5) manipulava todas as circunstâncias da minha vida como um tapeceiro que corta fios e dá nós no emaranhado do avesso do tapete, para revelar a bela paisagem ao final do processo, capaz de encantar todos aqueles que olham pelo lado certo. Enfim, morreu em mim aquele deus parecido com a figura idealizada de um super-pai, que levou homens como Freud, Nietzsche e Sartre a desdenharem da religião.

Esse deus morreu em mim porque se demonstrou falso. Isto é, ou não existia de fato, ou estava descrito de maneira equivocada, pois não precisamos ser muito sagazes para perceber que (1) o justo sofre, (2) o justo convive com frustrações, (3) os maus prosperam, (4) Deus não faz o que compete aos seres humanos fazer, e (5) não se pode conceber que Deus tenha decidido na eternidade que a missionária fulana de tal seria estuprada numa esquina de São Paulo, para cumprir um propósito, pois nesse caso, o estuprador está isento de responsabilidade.

Não é razoável a crença em um deus que coloca os seus fiéis numa bolha protetora contra toda sorte de dificuldades e possibilidades de dores. A Bíblia Sagrada registra que todos os homens que foram íntimos de Deus e cumpriram tarefas designadas por Ele sofreram, mais até do que muitos que deram as costas para Ele. Isso levou Santa Teresa de Ávila afirmar: “Se o Senhor trata assim os seus amigos, não se admira que tenha tantos inimigos”. Também não faz sentido o relacionamento com Deus motivado pelo interesse de suas bênçãos e galardões, pois isso faz com que Deus deixe de ser um fim em si mesmo e passe a ser um meio de prosperidade, isto é, passa a ser um ídolo a serviço dos fiéis. Igualmente incoerente é acreditar que a fé é suficiente para o êxito, pois ninguém passa no vestibular “pela fé”. Finalmente, não é sensato acreditar que Deus é a causa de tudo quanto acontece no mundo, pois nesse caso Deus estaria por trás de todo ato de maldade, levando o malvado a agir, de modo que ninguém seria culpado pelos seus atos.

Essa coisa de “Deus tem um plano para cada criatura” é incoerente em relação à fé cristã, pois seres criados à imagem e semelhança de Deus não podem ser privados da liberdade. Ou os seres humanos são responsáveis pelos seus destinos, ou não podem ser julgados moralmente.

Esse deus morreu. Mas sua morte fez ecoar uma pergunta no ar: Deus tem um favor especial aos nascidos de novo? Isto é, em relação aos não cristãos, os cristãos são tratados de maneira diferente pelo seu Deus? Minha resposta é sim e não.

Sim, porque por definição aqueles que se relacionam de maneira consciente e voluntária com Deus desfrutam de possibilidades que extrapolam os horizontes de vida daqueles que vivem como se Deus não existisse. A pergunta a respeito do cuidado especial de Deus não se refere a favoritismo ou acepção de pessoas, mas de algo inerente ao relacionamento. Algo como alguém perguntar se uma mãe trata diferente seus filhos em relação a outras crianças. É claro que sim, pois estão sob seus cuidados e sob sua autoridade. Mas, em tese, uma mulher que vive a experiência da maternidade trata todas as crianças com o mesmo senso de justiça e compaixão. E é justamente nesse sentido que Deus não faz qualquer distinção entre os que o reconhecem e os que o rejeitam: Deus faz o sol nascer sobre justos e injustos.

Mas então, qual foi o Deus que nasceu para ocupar o lugar do deus que morreu? Ou se preferir, para tornar a coisa um pouco mais prática, o que posso esperar de Deus?

(1) Sendo cristão, enxergo a vida com outros olhos. Experimentei a metanóia, que chamam de arrependimento, mas creio ser uma expansão de consciência (do gr. meta = além, e nous = mente). Vivo sob valores, imperativos, prioridades e propósitos diferenciados. Conhecer a Deus me faz andar na luz, na verdade, livre de pesos, culpas e máscaras, com a consciência e as intenções tão puras quanto um ser humano imperfeito as pode ter, e isso já basta para que minha vida dê um salto de qualidade imensurável.

(2) Recebo subsídios de Deus no meu “homem interior”, pois sendo verdade que “tudo posso naquele que me fortalece” aprendo a viver o contentamento em toda e qualquer situação. As promessas de Deus aos seus não dizem respeito ao conforto circunstancial ou à prosperidade aqui e agora, mas afetam a interioridade humana, por exemplo, com paz que excede o entendimento e alegria completa. Mais do que isso, a intimidade com Deus não faz a minha vida mais fácil, mas me faz mais humano, mais maduro, mais capaz de amar com a lucidez que escolhe as coisas mais excelentes, mais capaz de enfrentar com dignidade toda e qualquer situação.

(3) Sou integrado numa comunidade de cristãos que me abençoa na dinâmica da mutualidade. O socorro de Deus para minha vida chega pelas mãos dos meus irmãos. São os meus irmãos que me falam as palavras de Deus, repartem comigo seu pão, andam ao meu lado no vale da sombra da morte. Experimento a presença de Deus na comunhão com os filhos de Deus, vendo Deus na face dos irmãos.

(4) Tenho minha consciência e sensibilidades despertadas para o sofrimento da raça humana e a agonia do cosmos que sofre suas dores, de modo a receber um pouco do amor e da compaixão do coração de Deus em meu próprio coração, e acato a utopia do novo céu e da nova terra não como sonhos irrealizável, mas como promessa que motivas à ação toda vez que sou interpelado pelo Deus que me fala desde o clamor dos oprimidos.

(5) Vivo sob o olhar amoroso, poderoso e justo de Deus, que interfere em minha vida à luz de sua economia eterna, à seu critério, e isso é mistério da graça, isto é, não depende dos méritos dos beneficiados. Descanso no fato de que, apesar de Deus não ser a causa primeira de tudo quanto me acontece, não há qualquer coisa que venha me acontecer que esteja fora do seu conhecimento, controle e cuidado. É suficiente crer que toda vez que Deus opta por deixar a vida correr seu curso normal – e geralmente é isso o que Deus faz – nada pode me separar do seu amor, que está em Cristo Jesus meu Salvador.

Em síntese, morreu o deus que fazia de mim uma criança mimada, que chorava a cada desencontro da vida. Recebi revelação do Deus que me convida a crescer, para que Ele possa me receber como seu cooperador, seu amigo, alguém com quem Ele não tem segredos, e que encontra a felicidade não na vida confortável, mas na vida digna. Com a morte de um deus, morreu também uma espiritualidade. E nasceu outra, marcada pela graça, pela fé e pela resistência.

retirado do novo site do ed. René Kivitz: http://www.galilea.com.br

terça-feira, outubro 23, 2007

É melhor...



"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar; é melhor tentar ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final; eu prefiro nas chuvas caminhar, do que em dias tristes em casa me esconder; prefiro ser feliz embora louco, do que em conformidade viver"
(Martin Luther King)

sábado, outubro 20, 2007

Crazy for Jesus


Há exatamente uma semana estávamos nos despedindo do segundo congresso Loucos Por Jesus. Todas as palavras ministradas que eu assisti foram impactantes, marcantes, lindas, transformadoras (...).


Esse ano não tem sido um ano mais fácil que 2006 - quando eu fizer e publicar a restrospectiva 2007, fiquem à vontade para comparar - e esse semestre tem sido especialmente difícil. De dinheiro a paciência e tempo, muitas coisas estão escassas na minha vida. Porém, em nenhum momento pensei em desistir. Por mais mortal que fosse o desânimo que viesse sobre mim, eu orava, lia a Bíblia, jejuava e obtinha novas forças para continuar.

Nas semanas que se antecederam ao Congresso, uma série de problemas aconteceu. Fiquei realmente desanimada, parecia ser meu fim. Comecei a pensar em desistir de alguns ministérios, por não me considerar apta a exercê-los com excelência.

Pedi para meu líder orar por mim, a respeito de um problema que estava gritando um pouco mais do que os outros naquele momento. E então orei, orei e orei, pedindo a Deus graça para trabalhar no Congresso, e prometi a Ele que o que minhas mãos tivessem que fazer, que eu o faria com toda a minha força. As pregações que assisti trasmitiram claramente mensagens de Deus que pareciam ser exclusivas para mim. Nos momentos em que não estava nos cultos - quando estava trabalhando em outras áreas, ou mesmo em casa, Deus confirmava cada uma daquelas mensagens em meu coração.

E então, desci da montanha. Colegas da faculdade estressadas, pais estressados, notícias ruins por todos os lados, frustrações de volta e etc etc etc. Ainda bem que no domingo à noite comecei a ler o "Manual de Locuras por Jesus", escrito pelo meu querido pastor Lucinho. Terminei na segunda (uma coisa interessante a respeito do livro: comprei sabendo que Deus tinha algo a me falar mas, sem ter nenhum dinheiro no bolso, joguei para o meu cartão. Quando cheguei em casa meus pais me entregaram 20 reais - meu avô me deu pelo Dia das Crianças!!) e tive muitas idéias malucas lendo o livro. Uma amiga e eu tivemos mais idéias malucas num outro dia.

Em um dos dias da semana liguei para um desconhecido (o seu número não me sai da cabeça). Era um senhor de 70 anos. O Senhor Valmir disse que era agnóstico, ateu. (ele disse assim mesmo, os dois juntos). Conversei com ele por mais alguns minutos e desligamos. Ele desistiu de viver. Disse que era velho demais para procurar qualquer verdade. Queria apenas morrer em paz e ficar livre desse mundo. Nada do que eu disse o fez ter mais ânimo ou mudar de idéia a respeito de Deus.
Assustei-me ao ver um velhinho tão sem esperança, sem razões para viver - na minha mente infantil, só os jovens ficavam revoltados da vida e desistiam dela. Para mim, os velhinhos tinham que ser os mais sensatos e sonhadores, que dessem aos jovens mensagens de esperança.

Ao desligar, chorei. Chorei porque se aquele velhinho morresse naquele momento, ele iria para o inferno (eu também achava que os velhinhos não deveriam ir para o inferno, estava convicta de que eles se arrependeriam e não iriam para lá, afinal, são tão bonzinhos que, ao ouvir a mensagem do evangelho se arrependeriam e voltariam para Jesus). Chorei por uma alma perdida como nunca antes. Senti como se eu mesma estivesse indo para o inferno. E ouvi a doce voz do Espírito Santo me dizendo: "agora você entendeu o que eu sinto quando uma alma se perde".

Chorei mais um pouco. Agora, por saber que os meus sonhos de seguir o "Ide", e minhas estratégias para fazer isso, nunca haviam sido por aquilo que eu sentia naquele momento, ou, pelo menos, não com aquela intensidade. Depois de tanto chorar, acabei dormindo.

Segui minha rotina e por outros problemas terem surgido, estava deixando o desânimo começar a surgir de novo.
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Naquela noite eu estava indo dormir quase sem me comunicar com ninguém, nem mesmo com Deus. Tive uma vontade de ouvir um CD e, já com a luz apagada e pronta para dormir, peguei um CD da minha estante e coloquei para tocar, sem nem mesmo ver qual era. "Look to you", do United, começou a tocar. A segunda música é minha preferida. Alguns trechos dela estão no meu perfil do site dos Salva-vidas. "Tell the world that Jesus lives, tell the world that, tell the world that". Enquanto prestava atenção à pronúncia dos ministros, para melhorar meu inglês, lembrei que sabia a tradução completa daquela música. E, enquanto ouvia, lembrei-me de que eu não tinha lido a Bíblia. Acendi a luz. Antes mesmo de começar a ler, aquela doce voz veio em minha mente com uma frase:
"NUNCA DESISTA DE FAZER LOUCURAS POR MIM, PORQUE EU NUNCA VOU DESISTIR DE FAZER LOUCURAS POR VOCÊ".

Após um estado de choque, fui ler a Bíblia:
"Que o Deus da esperança os encha de alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo" - Rm 15:3. Foi um dos primeros versículos que li. Enquanto isso, o CD já tocava "All for love". Eu queria que o senhor Valmir estivesse no meu quarto, naquele momento.

Então eu disse a Deus: "eu não vou desistir". E enquanto pensava no que iria fazer na próxima semana, peguei meu caderno do ursinho Pooh, minha caneta cor-de-rosa e comecei a escrever...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Receita - Pão com ovo e batata Ruffles

Ingredientes:

Uma bandeja de presunto de validade duvidosa;
Um pão francês;
Um pacote de pão-de-queijo;
Dois ovos;
Um hambúrguer;
Um pacote de Ruffles 18g;
Um Bis;

Modo de fazer:

Chegue em casa cansado e olhe o que tem para comer. Descubra a bandeja de presunto e desista da idéia de comer pão com presunto. Coloque os pães-de-queijo par assar num fogão industrial e vá ler SET. Olhe o forno cinco minutos depois e descubra que o pão-de-queijo ainda está crú. Volte a ler a revista. Sinta o cheiro de queimado e constate que você nunca conseguiu deixar um pacote inteiro de pão-de-queijo tão queimado. Desista de comer e espere seu pai chegar em casa. Quando for fazer hambúrguer e fritar um ovo para ele, destrua o ovo e faça um ovo mexido bem gorduroso. Frite outro ovo para seu pai. Fique com dó de jogar fora o ovo mexido gorduroso, coloque dentro do pão e acrescente o pacote de Ruffles (fora ou dentro do pão é uma escolha sua). Depois de comer a sua receita criativa ache uma caixa de Bis escondida no armário do alto da cozinha e coma apenas um (lembre-se do quão gorduoso estava aquele ovo).

Ok, depois de acordar o Nivton às cinco da manhã numa noite sem dormir, ficar na Igreja para o ensaio do teatro e esperar uma reunião que pra você acabou não tendo, ter que estudar para uma prova de audiologia e fazer um relatório de observação às quatro da manhã no outro dia, esquecer o jaleco para a prática de audiologia e aprender a mexer no aparelho de BERA com um paciente de verdade e finalmente chegar em casa e ter que reeditar o trabalho de ABFW e saber que tem que começar a estudar para neurologia, contando os milissegundos para chegar o Loucos por Jesus, você não queria que eu fizesse algo de incrementado na cozinha e que saísse dessa minha pequena mente cansada algo lindo e produtivo né?

God bless you all!!
Fiquem com Jesus =)

domingo, setembro 09, 2007

Eu quero ter um ano de idade


No desenvolvimento humano, aprendemos que “até os seis meses de idade, aproximadamente, um objeto deixa de existir para a criança quando sai de seu campo de visão. Aos 9-12 meses, a criança gradualmente desenvolve o conceito de permanência do objeto, ou a compreensão de que os objetos existem mesmo quando não são vistos.”
– [http://www.cro-pe.org.br/janabr2003/jan1.htm]

É muito comum ouvirmos a expressão “Deus sumiu” entre os cristãos, quando eles não vêem a ação direta e clara de Deus sobre as suas vidas. Eu ouvi hoje na célula essa frase, e logo me lembrei dessa etapa do desenvolvimento humano. Ao dizer que Deus sumiu porque não podemos ver sua ação estamos fazendo a mesma coisa que bebês de até seis meses de idade. Estamos dizendo que uma coisa existe apenas porque podemos comprovar com nossos olhos que elas existem. Não adquirimos a capacidade de discernir que mesmo que uma coisa saia do nosso campo de visão ela continua a existir.

Deus continua sendo Deus e continua a agir, independentemente se podemos enxergar isso ou não, é preciso um pouco de maturidade espiritual para nos convencermos disso. É muito comum que nos acreditemos nisso em todo o tempo, mas quando os problemas começam a surgir, então voltamos à antiga visão de que Deus sumiu porque não podemos ver sua ação.

Deus, dê-me graça para que eu possa te enxergar sabendo que o Senhor permanece Deus, ainda que tudo em volta diga o contrário. Ajude-me a saber que ainda está aí, e que eu continue confiando em Sua palavra, mesmo que eu não consiga sentir Tua presença ou viver uma experiência sobrenatural contigo. Ainda que eu não veja milagres e ache que minhas orações não passam do teto, que eu simplesmente saiba que continua existindo e que cuida de mim, não importa qual seja a situação.

Crianças de um ano de idade têm noção de permanência de objeto. Eis o motivo porque eu quero ter um ano de idade.

Soli Deo Gloria

quinta-feira, setembro 06, 2007

You are the way, the truth and the life


Todo ser humano procura um caminho para seguir. No trânsito, temos que saber o caminho para onde queremos nos dirigir. Na vida, procuramos um caminho de vida pra trilhar. Afinal de contas, para todo lugar há um caminho. Precisamos seguir algum caminho. Não importa se ele seja confortável, uma “auto-estrada”, ou se seja uma estrada de terra muito rudimentar. Será que há um caminho?

Todos procuram a verdade. Tudo é relativo. Mas todos buscam por alguma verdade que não seja relativa. Algo em que confiar. Algo que possamos saber ser verdade. Verdade absoluta. Verdade que não muda ao longo do tempo e que não seja influenciada por diferentes linhas de pensamento. Apenas verdade. Em um mundo cheio de falsidade, hipocrisia, desonestidade por todos os lados, a única coisa que queremos é a verdade. Será que ela existe?

Não há ninguém que não procure a vida. Em face à morte não importa quanto se ganhou, quanto se lutou para conseguir bens. Queremos viver. Quando constatamos que não há mais chance de viver, refletimos exatamente sobre de que modo vivemos a vida. Morrer faz parte da vida. Mas enquanto pudermos ficar longe da morte melhor. A plenitude de vida é procurada. Viver não é suficiente, é preciso viver com qualidade. Desfrutar a vida. Aproveitar cada momento. “Carpe Diem”. Será que podemos ter essa vida?

Em resumo, a busca de todo ser humano é de um caminho, que o leve à verdade, que o permita conhecer o que é vida de verdade.

“EU sou O caminho, A verdade, e A vida(...)” – Jesus, em João 14:6

Em uma única frase, Jesus se ofereceu como resposta para três dilemas básicos da humanidade. Ele é o caminho que devemos seguir, a verdade que liberta e a vida com abundância que tantos almejamos. Permito-me ficar em silêncio diante disso.

terça-feira, agosto 14, 2007

Oremos


Precisamos orar uns pelos outros. Precisamos seguir o modelo da comunhão registrada em Atos:

"Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às ORAÇÕES. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos. (...) Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles. Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda, e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um" At 2:42-47, 4:32-35

Muitas coisas lindas poderiam ser ditas sobre esse texto. Mas pretendo enfatizar a oração e a preocupação que os cristãos primitivos tinham uns com os outros (e, por primitivos me refiro a primeiros e não atrasados, porque temos muito a aprender com eles).

Os discípulos de Jesus se dedicavam à oração. A oração é fundamental para a vida do cristão e é de suma importância que oremos uns pelos outros. Isso faz parte da comunhão, de ajudar uns aos outros. Com a vida corrida que levamos acabamos por esquecer de nossos amigos, preocupados com nossos próprios problemas, esquecemo-nos de orar para que Deus dê alívio para os nossos companheiros. Não podemos deixar isso acontecer em nosso meio. O objetivo de uma célula, também conhecida em nossa igreja como grupos de COMUNHÃO, é justamente a comunhão. É a oportunidade que temos de compartilharmos uns com os outros as dificuldades cotidianas, não expor nossa vida para o grupo todo,mas só o fato de contarmos nossa semana e algumas de nossas lutas e vitórias já significa muito, momento de chorarmos juntos, de cantarmos juntos. Precisamos orar mais uns pelos outros. Quando oramos em grupo, Jesus se faz presente em nosso meio (Mt 18:20). Oremos também em casa,no serviço, na faculdade, na escola. Oremos!!

É uma mensagem simples, apenas para refletirmos mais sobre nossas vidas de oração enquanto grupo e também para avaliarmos se estamos vivendo realmente em comunhão.

Que Deus abençoe a todos

Dani=)


Texto publicado no blog da célula V.I.P.S. (http://celulavips.blogspot.com) em 15/04/07

domingo, agosto 05, 2007

A Bíblia, por ela mesma

Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair discípulos. Por isso, vigiem!

O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele, todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.


[Trechos extraídos de, respectivamente, Atos 20: 29-31a e Efésios 4: 14-16. Bíblia versão NVI]

sexta-feira, agosto 03, 2007

Uma declaração cristã

por Ed René Kivitz

Meu impulso inicial foi chamar este post de “Resposta a Bento XVI”, mas logo desisti, pois seria atribuir demasiada importância ao pronunciamento do Vaticano. Chamo de “Uma declaração cristã” para ser coerente com o pensamento de que em tempos de pós-modernidade e pluralismo (que alguns confundem com relativismo) não cabem afirmações categóricas. O máximo que um cristão pode fazer é “uma declaração cristã”, pois a declaração cristã sugere a unanimidade entre os cristãos, o que certamente existirá apenas no céu.

O documento "Respostas a Questões Relativas a Alguns Aspectos da Doutrina sobre a Igreja" elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé e ratificado pelo papa Bento 16, afirma que "a única verdade da fé cristã encontra-se na Igreja Católica", cria a ocasião para uma declaração cristã.

Conforme bem advertiu Pierucci:

Não bastassem a arrogância fundamentalista da "Christian America" monoteísta do governo de George W. Bush e a truculência fundamentalista do monoteísmo intransigente dos aiatolás e talebãs, agora vamos ter pela frente, para completar, mais esta espécie do mesmo gênero: o fundamentalismo católico, que afirma o primado cristão da verdade católica no universo multicultural das igrejas cristãs agora declaradas "não-igrejas" ou "igrejas lacunares".[ANTÔNIO FLÁVIO PIERUCCI, Folha de S.Paulo, 17 de julho de 2007]

Rejeitei, portanto, e de imediato o pronunciamento do Vaticano. Primeiramente porque poderia argumentar da legitimidade do protestantismo. Poderia advogar em favor do protestantismo, mas cairia no mesmo erro do Vaticano: reivindicar posse da verdade. Seria também vítima do equívoco que confunde o corpo místico de Cristo com as instituições que pretendem representá-lo na história.

Depois considerei afirmar que a verdade a respeito da fé cristã não se encontra nem no Catolicismo nem no protestantismo, mas nas Escrituras, ou na Bíblia Sagrada, compreendida como a coletânea de textos canônicos: a Lei de Moisés e os Profetas do Velho Testamento e os escritos apostólicos do Novo Testamento. Nesse caso, tanto o catolicismo quanto o protestantismo seriam apenas interpretações das Escrituras. Mas logo percebi que cometeria outro erro, a saber, confundir doutrina com verdade: tanto o catolicismo quanto o protestantismo articulam a fé cristã em termos dogmáticos e doutrinários, nos termos da modernidade com sua razão-mania que pretende fazer caber a verdade cristã em um conjunto de teorias filosófico-teológicas. Além de confundir doutrina com verdade, confundiria a experiência com o Cristo ressurreto com a apropriação intelectual das teorias que pretendem explicá-la.

Indo um pouco mais longe, considerei que a tentativa de estabelecer as Escrituras como lócus da verdade a respeito da fé cristã desconsideraria o fato de que a Bíblia Sagrada é uma realidade tardia à consolidação do cristianismo. De fato, havia no movimento cristão chamado primitivo um conjunto de escritos apostólicos, mas não eram considerados textos canônicos autoritativos como o são pela cristandade contemporânea. O Cânon bíblico é formado no quarto século da era cristã, de modo que já existia cristianismo antes que houvesse o que hoje chamamos Bíblia.

Considerei, então, que a verdade a respeito da fé cristã estivesse no testemunho da Igreja, que nasce no Pentecoste. A proclamação dos primeiros cristãos, os documentos gerados, e as experiências comunitárias seriam continentes da verdade. Mas nesse caso, deixaria o cristianismo e a obra de Cristo à mercê das contingências humanas, o que não me agrada, até porque não é o que leio nas Escrituras Sagradas, o que significa que nem mesmo os primeiros cristãos se compreendiam como protagonistas do movimento de Cristo.Fiquei com a mais conservadora das possibilidades: a única verdade a respeito da fé cristã encontra-se em Cristo. O cristianismo prescinde da Igreja, das Escrituras, do Clero, e de qualquer outra realidade que tenha a mínima cooperação humana para sua existência. A única coisa (perdoe o “coisa”) da qual o cristianismo não prescinde é de Cristo.

O cristianismo é obra do Cristo ressurreto e do Espírito Santo. Não é obra do catolicismo, nem do protestantismo. É Cristo quem edifica sua igreja. É o Espírito Santo quem guia a toda a verdade, sendo que o próprio Cristo é a verdade. É Cristo a verdade e é o Espírito Santo quem aproxima e une Cristo aos que são seus. Cristo está aonde as Escrituras ainda não chegaram. Cristo está aonde Igreja ainda não chegou. Cristo está aonde o testemunho da Igreja ainda não chegou.

Eis uma declaração cristã: "a única verdade da fé cristã encontra-se em Cristo".

quinta-feira, agosto 02, 2007

Um ano de Salva-vidas

por uma pessoa muito feliz em fazer parte dessa família


Um pouco atrasada, porque foi no mês passado que os Salva-vidas comemoraram um ano de existência, venho agradecer a Deus por essa data.

Era julho do ano passado quando eu tinha acabado de sair da união de adolescentes - a UGA - para ir para a mocidade. Eu estava disposta a entrar em um ministério, para servir a Deus. Como já havia feito o curso de liderança de células, minha idéia inicial era abrir uma célula, ou ao menos vice-liderar uma, o que, algum tempo depois, veio a acontecer, com a célula VIPS (da qual eu sou vice-líder). Foi quando um amigo da época de UGA me chamou para ir à reunião dos Salva-vidas. Eu, sem entender do que se tratava, mas bastante curiosa, acabei indo. Entrei no ministério,logo comecei a trabalhar, e li a apostila, que viria a se tornar o livro do pr. Davi Lago, um pouco depois. Uma idéia bastante inovadora, pensava eu. Mas fui surpreendida, porque era melhor do que eu pensava.

A cada sábado que se passava me apaixonava mais pelo ministério. Isso eu já disse até em algun textos aqui no blog. Eu me apaixonei pela seriedade com que a obra de Deus era levada, pelo respeito e admiração pelos pastores, pela cuidado de nosso líderes, pela dedicação de cada Salva-vidas, pela determinação de cada um de não realizar a obra de Deus por simples ativismo, mas de viver um cristianismo verdadeiro, prático e cativante.

Aos poucos, o grupo foi crescendo e se aproximava a data do congresso Loucos por Jesus, o primeiro grande evento em que trabalharíamos. O congresso foi excelente, muitas pessoas foram impactadas, muitas lideranças transformadas, e a idéia do ministério se espalhou pelo país. Algum tempo depois nosso líderes viajavam para dar cursos de capacitação em muitos lugares do Brasil. Fiquei ainda mais contente por fazer parte daquele grupo.

Depois veio o acampamento OQFJ (O Que Faria Jesus), e nele aprendi (ou reaprendi) muitas lições. A respeitar regras, a disciplinar sem ofender, mas, principalmente, a servir com humildade. A felicidade de fazer parte do ministério não esmorecia pelos erros que cometemos, na verdade, surgiu a vontade de superar, e de fazer melhor da próxima vez, com a excelência com que o serviço cristão deve ser feito.

Veio então a idéia do curso, que se iniciou alguns meses depois. O curso está muito bom, não só como capacitação para o ministério, mas como enriquecimento na vida cristã. Não poderia esquecer do site, que ficou muito bom também, e melhora a cada dia.

Magnificat e Festisêmani também passaram, e fomos muito abençoados, ainda que muitas vezes nem soubéssemos o que tinha acontecido dentro do templo.

Apesar de citar só os grandes eventos, não poderia deixar de lembrar o culto de todo sábado, e os outros cultos em que trabalhamos. Oportunidades de servimos e sermos abençoados, em nosso próprio cotidiano. Seja correndo para entregar algum folheto, seja recepcionando os visitantes ou recebendo cada novo convertido, seja na intercessão ou pulando na hora do louvor. Esse é o ministério dos Salva-vidas. Ainda temos muito a aprender e a fazer, mas eu sei que sou uma pessoa muito feliz por fazer parte dele.

Obrigada Deus, por cada Salva-vidas, pelos nosso líderes, vice-líderes, secretária e pela equipe do site, por nosso pastores, por nossa famílias e por cada pessoa que pôde ser abençoada através desse ministério. Obrigada por Jesus, o verdadeiro Salva-vidas, e por podermos, através do sacrifício dEle na cruz, sermos integrantes de Sua família. E também pela oportunidade de sermos mensageiros que divulgam Tuas boas-novas. Obrigada Papai, por podermos te servir e por termos o privilégio de sermos chamados Teus amigos. A Ti, toda honra e glória para sempre.

quinta-feira, julho 26, 2007

Minha Litania

por Ricardo Gondim


Porque somos tão despercebidos da brevidade da vida.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque acumulamos riqueza imaginando que viveremos por longos anos.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque nos conformamos com a maldade impessoal do mercado.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque aceitamos a inevitabilidade da guerra.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque não questionamos haverem muitos pobres e poucos ricos nas penitenciárias.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque nos indignamos com as súbitas desgraças e nos aquietamos com os holocaustos crônicos.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque calejamos a alma para não nos revoltarmos com a mortandade africana.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque pagamos fábulas de dinheiro aos pilotos de carros de corrida e deixamos os professores com salários minguados.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque aceitamos que filhos de políticos também sejam candidatos.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque tentamos fazer de Deus um servo para nos prover o que precisamos.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque nos acostumamos com as cisternas podres e abandonamos as fontes de água cristalina.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque somos religiosos semelhantes aos algozes de Jesus de Nazaré.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque, como Tomé, precisamos ver para crer.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque continuamos parecidos com os nossos pais.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Porque só te pedimos misericórdia de vez em quando.
Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.

Soli Deo Gloria.

Veja mais em

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